segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Torta de cacau com recheio de doce de leite

Fiz esta torta a pensar nos meus sobrinhos. Os miúdos têm gostos muito específicos no que concerne a doces e, depois de não os ter convencido com outras doçarias, resolvi recorrer ao cacau a ver se os conseguia conquistar. Missão cumprida! Comeram o bolo com gosto e eu fiquei muito feliz. Só tenho pena que esta receita de torta, que já fiz inúmeras vezes e que sempre me saiu bem, desta vez me tenha corrido mal... Não sei se foi de ter juntado o cacau, se terei errado o tempo de forno, mas o que é certo é que a torta rachou bastante quando a enrolei. De sabor ficou excelente, mas não ficou bonita de aspecto e já se sabe que os olhos também comem! Já vos aconteceu o mesmo? Contem-me tudo!


Ingredientes:

6 ovos
6 colheres de sopa de açúcar amarelo
6 colheres de sopa de farinha com fermento
4 colheres de sopa de cacau em pó
1/2 lata de doce de leite


Modo de Preparação:

Bater os ovos com o açúcar muito bem até a mistura duplicar de volume. Deve ficar um creme fofo. Adicionar a farinha e o cacau, previamente peneirados, e envolver. Deitar a massa num tabuleiro rectangular, forrado com papel vegetal. Levar ao forno para cozer e dourar. Quando estiver pronto, desenformar sobre um pano de cozinha limpo, polvilhado com açúcar. Barrar com o doce de leite e enrolar o bolo com a ajuda do pano. Esta operação tem que ser feita com o bolo quente. Colocar num prato de servir e polvilhar com açúcar em pó.


Notas:

- O cacau pode ser substituído por chocolate em pó.
- Utilizei o doce de leite da Nestlé, mas caso não encontrem podem perfeitamente usar leite condensado cozido.
- Esta receita rende uma torta não muito grande.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Far Breton

Gosto muito de ler blogs... Mesmo antes de me iniciar nestas lides, com o meu próprio espaço, eu já era visita assídua de vários cantinhos alojados por essa internet fora. Há blogues que sigo há anos e outros que deixei de frequentar, por terem terminado ou por terem deixado de me interessar. Através dos blogues, conheci algumas pessoas que hoje fazem parte do meu círculo de amizades. Outras há que, embora não conhecendo pessoalmente, geraram em mim uma estima e a ânsia por um novo comentário sempre que publico algo de novo. É muito engraçada esta relação internáutica que se vai desenvolvendo graças a esta plataforma que nos permite partilhar saberes e afectos. Já não me recordo como cheguei ao blog da Nanda, mas sei que foi há uns anos largos. Todos os dias ia espreitar o blog e se, porventura, não havia uma nova actualização, ficava bastante triste... Nunca conheci a Nanda pessoalmente, mas aquele cantinho cativou-me desde logo pela ternura e simpatia que emanava dos seus escritos, pela forma como apresentava as suas receitas e a sua visão da vida quotidiana. Tudo parecia simples e descomplicado... Em 2008, a Nanda partiu para o Pai e uma onda de consternação abateu-se na blogoesfera. Era como perder um dos nossos. Mas a Nanda deixou-nos um legado: aquele blog que ainda hoje releio com carinho e saudade das suas palavras impregnadas de bondade. Um dia destes deixei de procrastinar a prepração da sua receita de Far Breton, um típico doce francês da região da Bretanha. É delicioso! Aqui fica, em jeito de homenagem à nossa Nanda.



Ingredientes:

400 ml de leite
120 gramas de farinha
120 gramas de açúcar
2 ovos
30 gramas de manteiga
15 ameixas secas
açúcar baunilhado a gosto
1 pitada de sal


Modo de preparação:

De véspera, ferver o leite adoçado a gosto com o açúcar baunilhado e as ameixas. Deixar ferver um pouco até as ameixas incharem. Reservar.
Num recipiente, misturar a farinha, o açúcar e o sal. Acrescentar os ovos, um a um, mexendo bem entre cada um deles. Retirar as ameixas do leite e reservá-las. Coar o leite e juntá-lo à mistura, mexendo muito bem, até obter um creme liso. Verter o creme para uma forma previamente forrada com papel vegetal. Com a ajuda de uma faca, retirar os caroços às ameixas e espalhá-las pelo creme. Cortar a manteiga aos quadradinhos pequeninos e salpicar por cima da massa. Levar ao forno até cozer e dourar. Servir frio ou morno.


Notas:

- O ideal será ferver o leite com as ameixas e o açúcar baunilhado na véspera de confeccionar este doce, para dar tempo de arrefecer. No entanto, podem fazer esta operação no mesmo dia, desde que haja tempo suficiente para o leite arrefecer antes de ser agregado ao creme.
- Para adoçar o leite, 4 colheres de sopa de açúcar baunilhado serão suficientes.
- As ameixas secas podem ser substituídas por passas de uva (sem graínha). É uma receita excelente para aproveitar as sobras natalícias destas frutas. 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Bolo de chocolate After Eight

Tinha uma caixinha de after-eight quase a passar da validade e, verdade seja dita, não sou grande fã deste chocolate... Como, mas não é dos meus preferidos. Lembrei-me de pesquisar no google por um doce que levasse este chocolate e a procura levou-me a um blog que já sigo e que gosto bastante: o Candy Love. Fiz o bolo no passado sábado e gostei bastante. O meu bolo ficou muito diferente do bolo da Candy Love. As laterais cozeram normalmente, mas ao fazer o teste do palito no centro do bolo, verificava que este continuava líquido. Tapei com folha de alumínio, para impedir que queimasse a superfície e deixei-o mais uns minutos no forno. Acabei por ficar com uma espécie de fondant, com as laterais de um bolo muito macio e o centro cremoso. Não fiquei desapontada, longe disso. Apenas esperava que o bolo ficasse mais consistente e uniforme, a avaliar pela foto que vira no blog. Não obstante, os elogios foram mais que muitos e certamente que vou repetir a receita! Se experimentarem, não se esqueçam de me vir contar como vos correu.







Ingredientes:

4 ovos
150 gramas de açúcar
30 gramas de chocolate em pó
1 iogurte natural
1,5 dl de óleo
150 gramas de chocolate After-Eight
100 gramas de amido de milho
1 colher de sobremesa de fermento em pó
1 colher de chá de bicabornato em pó


Modo de Preparação:

Separar as claras das gemas. Juntar o açúcar com o chocolate em pó às gemas e misturar. Acrescentar o iogurte e o óleo, batendo bem até obter uma mistura homogénea. Derreter o chocolate After Eight e misturar ao preparado anterior. Juntar o amido de milho e o fermento, previamente peneirados, à mistura. Bater as claras com o bicarbonato de sódio, até ficarem em castelo bem firme. Envolver no creme anterior. Vai ao forno em forma forrada com papel vegetal, até as laterais estarem cozidas e o centro ligeiramente "mole".
Deixar arrefecer um pouco, desenformar e polvilhar com açúcar em pó.


Notas:

- O uso de uma forma de mola é altamente recomendável.Se não tiverem, convém mesmo forrar a forma com papel vegetal, caso contrário, na hora de desenformar o bolo será estremamente complicado. Usei uma forma redonda forrada com papel vegetal. Para desenformar, pega-se pelo papel vegetal e retira-se da forma. Com uma tesoura de cozinha, recorta-se as laterais do papel, deixando o fundo que vai ajudar ao corte do bolo.
- O chocolate pode ser derretido em banho-maria ou no microondas. Usando este electrodoméstico, é conveniente programar tempos curtos de cada vez (por exemplo, 30 segundos) e findo esse tempo, retirar o recipiente e mexer o chocolate para que não queime. Repetir a operação até o chocolate estar derretido.
- Polvilhar com cacau ou chocolate em pó também é uma boa alternativa ao açúcar em pó.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Segredos d'Avó #1

Ando com esta ideia em mente há muito, muito tempo... Surgiu-me quando, em conversas com amigas (mormente, com a querida Gabriela, com quem partilho muita informação em termos culinários), me fui apercendo que os conhecimentos de economia doméstica e de poupança que para mim eram um dado adquirido, não o eram para outras pessoas. Hoje é o dia para levar esta ideia à prática e partilhar convosco o pouco que sei sobre como aproveitar ao máximo os alimentos, dicas de armazenamento e confecção, e por aí em diante. O nome da rubrica é uma homenagem à minha querida e saudosa Avó Isabel, com quem aprendi a ser poupada e comedida e que me despertou o gosto pela culinária, entre muitos outros ensinamentos. A minha Avó, que passou fome e viveu a realidade das senhas de racionamento dos alimentos, condoía-se de cada vez que via pão nos sacos do lixo dos vizinhos pousados na rua. Hoje, sou eu que estremeço, de cada vez que vejo arroz a saltar de um saco do lixo ou, quando vou jantar a casa de alguém, constato que as sobras nem sequer vão servir para alimentar os animais. Cá em casa, as sobras das refeições são partilhadas, transformadas noutras refeições ou dadas aos animais vadios. Os restos dos vegetais e o pouco pão que não é consumido vão servir de alimento aos animais de criação que o meu irmão tem. Da fruta da época faz-se compotas e marmeladas. Os bolos das festas, se sobram, congelam-se para consumir noutra altura. E estes são alguns exemplos. Cá em casa, a regra é aproveitar, partilhar e nunca desperdiçar. Aguardo o vosso feedback sobre esta nova rubrica, na esperança que vos possa ser útil com os meus "Segredos d'Avó" e, também, aprender com as vossas sugestões!


Apresentada a rubrica, segue-se a primeira dica! O que fazer com o pão recesso? Os aproveitamentos que lhe podem dar são vários, mas hoje sugiro que o transformem em pão ralado. Basta partirem o pão em bocados, grosseiramente, para dentro de um tabuleiro e levá-lo ao forno, a uma temperatura baixa, para que seque e fique crocante (não deixem tostar demasiado!). 


Não há necessidade de ligar o forno exclusivamente para torrar o pão. Aproveitem para o fazer quando estiverem a usar o forno para a preparação de outra receita ou, até mesmo, bastará o calor que fica no forno depois dele ser usado. Outra maneira de secar o pão, que é a minha favorita, consiste em deixar o pão secar ao ar, sendo o recipiente devidamente tapado com um pano de cozinha limpo. Faço-o muito no Verão, pois com o tempo quente, o pão rapidamente fica seco!
Depois, basta triturar os bocados de pão na picadora ou no robot de cozinha, peneirar e guardar o pão-ralado obtido em frascos bem fechados. Se gostarem de pão-ralado aromatizado, basta juntar na hora de triturar o pão, alho seco ou ervas aromáticas da vossa preferência. Assim, ficam com pão-ralado que podem usar em vários pratos doces e salgados. E, já agora, fica outra dica: em vez de usar farinha para polvilhar as formas dos bolos, usem o pão-ralado.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Tarte de ameixas

No final do Verão, vieram parar cá a casa umas ameixas vermelhas, grandes e vistosas. Os dias foram passando e continuavam rijas e azedas. Não havia meio de amadurecerem. É curioso, porque todos os anos nos acontece a mesma coisa. Não sei se é da qualidade da fruta (ou da falta dela). O que sei é que já estava farta de as ver na fruteira, como se tivessem adquirido lugar cativo. Das outras vezes, resultaram num excelente fruit cobbler (que é só das melhores sobremesas com fruta que podereis provar, além de que é um doce perfeito para dias frios, pois deve ser comido morno). Porém, não tinha todos os ingredientes necessários para o preparar. Lembrei-me de fazer uma daquelas tartes que se vê muito nos filmes americanos, mas por incrível que pareça não consegui encontrar uma receita por onde me guiar. Até que me ocorreu juntar a massa quebrada que tinha no frigorífico, com a compota de fruta do cobbler. Se bem o pensei, melhor o fiz. A tarte resultou muito bem e salvei as ameixas de um triste fim. Na altura não me ocorreu, mas juntando uma bola de gelado de nata (ou baunilha) a uma fatia desta tarte ainda morna, além do aproveitamento, ainda conseguia uma sofisticada sobremesa. Haja imaginação!


Ingredientes:

1 base de massa quebrada refrigerada
8 ameixas grandes
8 colheres de sopa de açúcar
2 colheres de sopa de vinagre balsâmico


Modo de preparação:

Lavar a fruta, retirar os caroços e cortar em pedaços (mantendo a casca). Colocar a fruta num tacho com o açúcar e o vinagre e cozinhar em lume brando por cerca de 5 minutos. Retirar do lume e colocar num pirex ou tabuleiro. Reservar.
Forrar uma tarteira com a massa quebrada, mantendo o papel vegetal na qual vem enrolada. Picar a massa com um garfo. Verter o preparado da fruta sobre a massa. Levar ao forno, até a massa estar cozida e douradinha. Servir morna ou fria.


Notas:

- Se não tiverem vinagre balsâmico, usem vinagre normal e reforcem a quantidade de açúcar com mais uma colher de sopa.
- É uma receita boa para aproveitar fruta madura e julgo que resultará igualmente bem com pêra, maçã, pêssego ou, até mesmo, banana.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Bolo de laranja e vinho do Porto

Nas ruas, formam-se alfombras de folhas secas em redor das árvores. Ontem, degustei as primeiras castanhas da temporada. Hoje, rendi-me ao conforto de uma manta a rodear as pernas, porque o frio que há dias se vem instalando de mansinho, passou a barreira do suportável. E, desconfio, até ao fim-de-semana, a salamandra entra em funcionamento. Se dúvidas restassem, eis as evidências de que o Outono assentou arraiais...
Ao lanche, agora mesmo, troquei o iogurte do costume por uma chávena de leite quente com café. Aproveitei para aquecer as mãos enregeladas. Acompanhei com uma sande mista, mas a gula que sempre vive em mim trouxe-me à memória o sabor deste bolo
Sou fã assumida do blog "As receitas lá de casa", sobretudo dos bolos que a Maria João partilha connosco. Se ainda não conhecem, não sabem o que andam a perder! Lembro-me que, assim que botei os olhos na foto do bolo de laranja e vinho do Porto, fui assaltada por uma enorme vontade de largar tudo o que estava a fazer e ir para casa reproduzir a receita! O aspecto era tão tentador, tão ao meu gosto... Mesmo sem o provar, conseguia ter a certeza de que era uma pequena maravilha. Quando, finalmente, o provei (ainda morno), pude comprovar que é uma delícia.
Assim de repente, estou a lembrar-me que tenho uma laranja a rolar pela fruteira há semanas, o que é uma bela desculpa para voltar a fazer este bolo. Porque, se a chávena de leite com café me aquece as mãos, este bolo aquece-me o coração. Com o frio que corre lá fora, conforto é tudo o que queremos.


Ingredientes:

200 gramas de manteiga
200 gramas de açúcar + 2 colheres de sopa
Sumo e raspa de 1 laranja
4 ovos
300 gramas de farinha
1 cálice bem cheio de vinho do Porto
3 colheres de sopa de coco ralado
1 colher de chá de fermento em pó


Modo de Preparação:

Amolecer, ligeiramente, a manteiga no micro-ondas. Juntar-lhe o açúcar e bater bem, até obter um creme homogéneo. Juntar os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição. De seguida, adicionar a raspa da casca da laranja, bem como o seu sumo, juntamente com o vinho do Porto. Mexer bem. Misturar o coco ralado, a farinha e o fermento, de uma só vez, e bater até ficar tudo bem misturado.
Verter a massa para uma forma de chaminé, previamente untada e polvilhada. Salpicar toda a superfície da massa com as duas colheres de sopa de açúcar. Levar ao forno, até cozer e dourar.


Notas:

- Usei pão-ralado em vez de farinha para enfarinhar a forma.
- Para verificar se o bolo está cozido, espetar um palito na massa e, se este sair limpo, o bolo está pronto.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Bolo de iogurte com farinha integral

Já não é novidade por aqui a minha predilecção pelo bolo de iogurte. É um bolo que se faz desde sempre cá em casa, foi o primeiro bolo que fiz sozinha e entra naquela categoria de "comfort food". Sempre que o preparo, é como recuar a tempos passados. E depois, é um bolo de sabor inigualável e não conheço quem a ele não se renda. A sua receita serve-me várias vezes de ponto de partida para outros bolos ou queques que por aqui já partilhei. É tão fácil e descomplicada que se torna, também por isso, versátil. Resolvi experimentar usar farinha integral neste bolo, para ver como ficava. E o resultado final foi bastante apreciado. O bolo ficou lindo e muito aromático. Só me falhou um pormenor. Esqueci-me do fermento! Por esse facto, o bolo ficou um pouco enqueijado por dentro, mas garanto que em nada afectou a sua degustação. Não sobrou um pedacinho para contar a história. Deixo-vos a receita, para que a possam preparar para este fim-de-semana.


Ingredientes:

1 iogurte 

Usando o copo do iogurte como medida:
2 copos de açúcar
3 copos de farinha integral
3/4 copo de óleo
5 ovos
raspa da casca de uma laranja
1 colher de chá de fermento em pó


Modo de Preparação:

Bater muito bem o açúcar com os ovos. De seguida, juntar o iogurte, a raspa da laranja, o óleo e, por fim, a farinha integral. Colocar o preparado numa forma untada e polvilhada e levar ao forno até cozer e dourar, testanto a cozedura com um palito. 


Notas:

- Podem aromatizar com raspa da casca de limão ou outro citrino que gostem.
- O óleo pode ser substituído por azeite, que não altera em nada a consistência e o sabor do bolo.
- Usei um iogurte grego natural sem açúcar.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Compota de Abóbora com Laranja e Canela

Neste princípio de Outono, a minha cozinha já cheirou a marmelada, simples (que nunca o é, pois a minha leva canela e vinho do Porto) e com nozes. Também já pairou no ar o aroma doce dos figos, tão bem casados com o moscatel de Setúbal. Este doces juntaram-se à compota de frutos vermelhos que fiz no Verão... Neste momento, tenho mais marmelos à espera que lhes dê um destino mais digno do que o lento apodrecimento. Junto a eles, maçãs, de várias qualidades, e abóboras. Falta-me tempo para me dedicar a estes frutos, para lhes dar o tratamento merecido. Porém, nem sempre nos podemos dedicar àquilo que mais gostamos de fazer. Há sempre outras obrigações no caminho... Já reflectiram no quão voraz é o tempo em que vivemos?
Divagações à parte, resta-me falar-vos de compotas do passado, de combinações testadas e aprovadas. Esta compota de abóbora com laranja e canela é deliciosa. Foi confecionada com abóbora que tinha arranjado e congelado, num desses momentos escassos de tempo. O seu sabor não ficou em nada adulterado por este facto, tendo resultado num doce com um sabor e cor estupendos. 
De facto, nem sempre há tempo para fazer tudo o que queremos, mas, às vezes, há formas subtis de contornar os obstáculos, sem sair do caminho.


Ingredientes:

1 kg de abóbora (descongelada e bem escorrida)
700 gramas de açúcar
2 laranjas (raspa e sumo)
1 pau de canela


Modo de Preparação:

Numa panela grande, colocar a abóbora já descongelada e bem escorrida. Juntar-lhe o açúcar, a raspa e o sumo das laranjas e o pau de canela. Misturar e levar a lume médio, mexendo sempre para não pegar. Quando a abóbora estiver cozida, retirar do lume, descartar o pau da canela e triturar com a varinha mágica. Levar novamente ao lume (brando), até atingir o ponto de estrada. Colocar em frascos previamente esterilizados que se devem voltar, depois de bem fechado, com a tampa para baixo, a fim de ganharem vácuo.


Notas:

- Tinha congelado a abóbora, limpa de cascas e sementes, em cubinhos. Deixei a abóbora a descongelar no frigorífico de véspera. Depois, só foi necessário escorrer bem a abóbora, para retirar o excedente de água. Só depois de bem escorrida é que se deve pesar a abóbora, para obter a quantidade indicada.
- A fonte de inspiração para esta compota veio do blog "A economia cá de casa".
- Todas as dicas auxiliadoras na confeção de compotas estão reunidas neste post.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Bolo mármore de caramelo

O fim-de-semana está aí e nada melhor do que preparar um delicioso e reconfortante bolo para nos fazer companhia ao longo destes dias de descanso. Este mármore de caramelo é uma excelente opção. Requer poucos ingredientes e faz-se num ápice. Com este friozinho que já se instala, sabe tão bem uma chávena de chá acompanhada por uma fatia de bolo ainda morno. Garanto-vos que este é de um sabor inigualável e dos preferidos cá de casa!




Ingredientes:

150 gramas de manteiga
200 gramas de açúcar
4 ovos
200 gramas de farinha com fermento
4 colheres de sopa de caramelo


Modo de Preparação:

Bater a manteiga amolecida com o açúcar, até obter um creme homogéneo de cor esbranquiçada. Adicionar os ovos, um de cada vez. Misturar bem e acrescentar a farinha, em chuva. Dividir a massa em duas partes iguais e, a uma delas, juntar o caramelo líquido, envolvendo bem. Untar com manteiga e polvilhar com pão-ralado uma forma de chaminé. Distribuir as massas pela forma, alternadamente. Levar ao forno pré-aquecido, até cozer e dourar. Deixar arrefecer e desenformar.


Notas:

- A parte da massa sem o caramelo pode ser aromatizada com 2 gotas de essência de baunilha.
- Julgo que retirei esta receita de uma velhinha revista "Segredos de Cozinha".
- Usei caramelo de compra, mas podem utilizar caramelo feito em casa.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Bolo de iogurte e bolacha

Bolos de iogurte, como sabeis, são recorrentes cá em casa. O iogurte é um alimento sempre presente no frigorífico e o bolo com ele confeccionado é uma das grandes marcas gastronómicas da minha infância. Além disso, é uma receita extremamente fácil e versátil. Desta vez, havia um pacote de bolachas já um pouco amolecidas e a "gritar" por socorro, que acabaram neste bolinho.


Ingredientes:

2 iogurtes líquidos
1 chávena de açúcar
2 chávenas de farinha com fermento
1/2 chávena de azeite
1 chávena de bolachas a gosto trituradas
4 ovos
sementes de chia para polvilhar


Modo de Preparação:

Bater os ovos com o açúcar muito bem. Juntar o iogurte e o azeite e mexer. Envolver a farinha e as bolachas trituradas e misturar tudo muito bem, até obter uma massa lisa. Colocar numa forma untada e enfarinhada (ou forrada com papel vegetal). Polvilhar com sementes de chia e levar ao forno, até cozer e dourar.


Notas:

- A chávena usada como medida tem de capacidade 3 dl.
- As sementes de chia são opcionais. Podem substituir por outra semente, frutos secos ou, simplesmente, polvilhar com açúcar e/ou canela em pó.
- O azeite pode ser substituído por óleo vegetal.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Creme de alface com tomate

Vou confessar uma coisa: eu não sou grande fã de legumes. É claro que me esforço para os incluir na minha alimentação, porque tenho consciência dos seus benefícios para a saúde, mas não sou daquelas pessoas que come um bife grelhado com cenoura e bróculos cozidos com a mesma satisfação como se comesse bifinhos com cogumelos e batatas fritas. Não me interpretem mal... Há sopas e mesmo acompanhamentos que como com muito gosto. É o caso da sopa de nabos, do creme de legumes, do repolho salteado com bacon ou daquelas "trafulhices" em que trocamos a massa da piza ou da lasanha por fatias de curgete ou beringela... E adoro uma salada de pimentos assados!
Já a salada de alface, gosto bastante, desde que seja à minha maneira e feita com uma alface tenrinha... (daquelas esbranquiçadas, sabem?). Ora, a semana passada, tinha no frigorífico um grande pé de alface que mais parecia couve galega... Lembrei-me de fazer sopa de alface e retirei alguma inspiração desta receita. À hora de almoço, além da sopa, estava a fazer outro prato que levava polpa de tomate. A garrafa ficou apenas com aquele resto de polpa agarrado ao vidro e, vai daí, que me lembrei? Coloquei um fundo de água na garrafa, agitei e despejei na panela onde fazia a base refogada da sopa. Assim, consegui aproveitar ao máximo e, para minha surpresa, o creme ficou muito saboroso!



Ingredientes:

1 cebola
2 dentes de alho
azeite q.b.
polpa de tomate q.b.
2 curgetes grandes
1 batata média
1 alface
1 caldo de legumes
sal q.b.


Modo de Preparação:

Colocar as folhas da alface de molho em água com uma gotas de vinagre, a fim de remover as impurezas. Entretanto, numa panela, colocar a cebola e o alho em pedaços, juntar um fio de azeite e refogar. Quando a cebola estiver translúcida, juntar um pouco de polpa de tomate. Juntar a curgete e a batata cortadas em meias-luas, mais a água suficiente para cozer os legumes. Juntar o caldo de legumes, tapar e deixar cozinhar. Escorrer as folhas da alface e lavá-las uma por uma em água corrente. Retirar o excesso de água e colocar na panela. Quando os legumes estiverem cozidos, triturar a sopa com a varinha mágica. Se o puré estiver demasiado grosso, juntar água até ganhar a consistência desejada. Deixar ferver e retificar o sal, se necessário. Servir de imediato.


Nota:

- Acrescentei , juntamente com os outros legumes, talos de couve-flor e de bróculos. São óptimos para engrossar o puré da sopa e uma forma de aproveitar e rentabilizar os legumes.
- Pode servir com croutons e um fio de natas. Eu usei "chips" de cebola.
- Em vez de polpa de tomate, usar um tomate pequeno, sem pele, que se junta aquando dos outros legumes.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Compota de pêra e maçã com cardamomo e Amaretto

Já se sente o Outono a dar de si. Os dias estão menores e mais frescos, as copas das árvores começam a pintalgar-se de amarelo e carmesim e, até, as primeiras chuvas vão dando o ar da sua graça. Os frutos outonais também já vão ganhando espaço nas bancas dos mercados. Chegam os figos, as uvas, a pêra rocha e as várias qualidades de maçãs. Não tardará muito e teremos marmelos e dióspiros em abundância... E castanhas assadas a defumar o ar. Eu gosto do Outono. Dos seus cheiros e sabores, dos seus contornos e do muito que traz no regaço. Volta, também, a vontade de passar as tardes de sábado de roda do fogão, com compotas a borbulhar em altas panelas e bolos a crescer no forno e em aroma. O Outono é sinónimo de conforto, deleite, tranquilidade e um grande convite à reflexão e recolhimento. Não o deixemos, portanto, passar em brancas nuvens. Para hoje, pêra e maçã em compota, com um toque de criatividade.


Ingredientes:

1 quilo de maçãs e pêras, descaroçadas e descascadas
1 colher de chá de cardamomo moído
1 dl de Amaretto
750 gramas de açúcar
1 dl de água


Modo de Preparação:

Numa panela, colocar a pêra e a maçã, cortadas em cubos. Juntar o açúcar, o amaretto, a água e o cardamomo. Misturar e levar a lume médio, para a fruta cozer. Quando a fruta estiver cozida, triturar com a varinha mágica. Levar novamente ao lume até atingir a consistência desejada. Colocar, de imediato, em frascos previamente esterilizados.


Notas:

- Pode substituir-se o amaretto por outra bebida alcoólica a gosto.
- Todas as dicas para fazer compotas: aqui.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Bolo de marmelada com amêndoa e sementes de chia

Que atire a primeira pedra quem nunca percebeu a meio da confecção de uma receita que, afinal, na despensa ou no frigorífico, não havia aquele ingrediente indispensável! Foi o que me aconteceu nesse dia. Apetecia-me imenso comer o maravilhoso bolo de noz e marmelada, que já figura cá no estaminé há uns bons anos. Com a massa do bolo a meio, apercebo-me que o frasco das nozes estava vazio. Socorri-me de um pacote de amêndoa moída e das sementes de chia para contornar esse facto. Fiquei um bocadinho desconsolada, é certo. Queria mesmo muito revisitar um bolo que é delicioso e que, com a falta das nozes e as minhas escolhas de substituição, ficou bastante diferente. Mas, ainda assim, ficou muito bom!


Ingredientes:

6 ovos
2 chávenas de chá de açúcar amarelo
3 chávenas de chá de farinha
1 chávena de chá de azeite
1 chávena de chá de amêndoa moída
100 gramas de marmelada em cubinhos
1 colher de chá de fermento
1 cálice de vinho do Porto
4 colheres de sopa de sementes de chia


Modo de Preparação:

Bater os ovos com o açúcar. Adicionar a farinha, o fermento, o vinho do Porto e o azeite. Juntar a amêndoa e as sementes de chia, assim como a marmelada cortada em pequenos pedaços. Envolver muito bem na massa. Vai ao forno, em forma untada e polvilhada, até que, ao espetar um palito no centro do bolo, este saia limpo.


Notas:

- Se não gostarem da ideia de usar azeite nos bolos, substituam por óleo vegetal.
- Para que os pedacinhos de marmelada não fiquem depositados no fundo da forma, basta envolvê-los em farinha antes de os juntar à massa do bolo. Assim, ficarão distribuídos mais uniformemente.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Compota de figo com vinho do Porto e Canela

Eu adoro figos! Sobretudo aqueles "pingo-de-mel", tão doces e macios, como um doce veludo. Hoje, chegou-me uma caixa deles, vindos do Mercado Municipal. Garantida está uma barrigada de figos ao natural, uma compota e uma tiborna de figos com presunto e queijo. No que à compota concerne, talvez opte, mais uma vez, pela de figo com moscatel, que tem vários apreciadores. Ou novamente por esta, que hoje apresento, com vinho fino e canela. Com os figos, não gosto muito de inventar. Eles são deliciosos só por si e "em equipa que ganha não se mexe". Mas, nunca se sabe...


Ingredientes:

1 quilo de figos pelados
750 gramas de açúcar
1 dl de água
1 dl de Vinho do Porto
1 casca de limão
1 pau de canela


Modo de Preparação:

Colocar os figos, já pelados, numa panela. Juntar o açúcar, a água, o vinho do Porto, a casca do limão e o pau de canela. Envolver. Levar a lume brando, mexendo com frequência para não pegar no fundo, até o doce ganhar consistência. Ter o cuidado de ir retirando a espuma que se formar à superfície, durante a cozedura.
Quando o doce atingir ponto, retirar do lume e descartar a casca de limão e o pau de canela. Colocar, imediatamente, em frascos, previamente, esterilizados. Fechar bem e voltá-los com a tampa para baixo, de forma a conseguir um vácuo natural.


Notas:

- Todas as dicas para fazer compotas estão reunidas neste link.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Massa com legumes, salsicha e camarão

Se só pelo título já estais a torcer o nariz, eu até vos percebo. Bem sei que a combinação não é muito "normal", mas acreditai quando vos digo que esta massa é de comer e chorar por mais. Não sei bem como nasceu esta receita, mas faz-se cá em casa há muitos anos. Interrogo-me se fui eu a "inventora", mas a verdade é que não recordo de todo... Dúvidas à parte, experimentai e depois vinde dar-me o vosso veredicto. E, já agora, mais um pedido: relevai a fraca qualidade da foto e o facto da massa estar demasiado cozida... Há uma boquinha cá por casa que só a come deste jeito e há que lhe fazer o gosto! Segue a receita, como já sabeis: sendo prato "salgado", sem quantidades específicas...


Ingredientes:

massa cotovelinhos
cenoura
ervilhas
salsichas
camarão
tomate
cebola
alho
azeite
sal e piri-piri


Modo de Preparação:

Descascar os camarões. Reservar o miolo. Colocar as cascas e as cabeças do camarão num fervedor, juntar um pouco de água e levar ao lume, deixando ferver, para deste modo obter um caldo de camarão. Coar o caldo, descartando as cascas e as cabeças, e reservar. Entretanto, fazer um refogado com a cebola picada e o azeite. Quando a cebola estiver translúcida, juntar o alho picado e deixar estrugir mais uns minutos. Adicionar o tomate pelado e cortado em pedaços e deixar cozinhar. Juntar um pouco do caldo de camarão e triturar o refogado com a varinha mágica. Adicionar as ervilhas e a cenoura em cubos. Envolver e deixar cozinhar um pouco. Adicionar mais caldo de camarão ao refogado, na quantidade suficiente para cozer a massa. Temperar com sal e piri-piri. Quando ferver, juntar a massa. Mexer bem e deixar cozer em lume brando. Quando a massa estiver quase cozida, juntar as salsichas em rodelas e o camarão descascado. Deixar ferver apenas alguns minutos, para cozinhar o camarão. Retificar os temperos e servir.


Nota:

- Para pelar o tomate mais facilmente, faça um corte em cruz na base do mesmo (parte oposta ao pedúnculo) e mergulhe-o alguns minutos em água quente.
- O tomate pode ser substituído por polpa de tomate.
- Esta massa deve ficar com algum caldo, ou seja, "malandrinha".
- Se desejar, pode adicionar ao refogado alguns vegetais da sua preferência (por exemplo, pimento e cenoura). Depois de triturado, não se notam e enriquecem a massa. É uma boa forma de os disfarçar, para paladares menos dados aos legumes.

domingo, 1 de setembro de 2013

Bolo de Maçã e Canela

O primeiro livro de culinária que comprei para mim foi o da Helena Sacadura Cabral, intitulado "A minha cozinha". Na altura ainda não havia o manancial de livros de culinária que existe nos dias de hoje... Cativou-me ao primeiro desfolhar, pela simplicidade das receitas, pela beleza das fotografias, pelas memórias da sua autora a acompanhar doces e salgados. É um livro que adoro! Este bolo foi a primeira receita do livro que testei. E só vos digo que é, simplesmente, delicioso. Só de imaginar aquela crosta estaladiça, a maçã suculenta e o bolo macio, dá-me água na boca! Afirmava Leonardo da Vinci que "A simplicidade é o último grau de sofisticação". Concordo, plenamente! E este bolo, prova-o.





Ingredientes:

ovos
o seu peso em açúcar
o seu peso em farinha
1 a 2 maçãs
fermento em pó
canela
manteiga


Modo de Preparação:

Bater os ovos com o açúcar. Deitar a farinha (misturada com uma colher de fermento) até fazer bolhas. A massa deve ficar consistente. Untar e polvilhar uma forma e nela deitar metade da massa. Colocar uma camada de maçã, cortadas aos quartos e polvilhar com canela. Deitar o resto da massa e finalizar com maçãs em quartos, canela e açúcar. Levar ao forno e desenformar morno.


Notas:

- Podem usar qualquer tipo de maçã que gostem e tenham disponível. Eu usei maçã fuji, que é uma variedade muito doce e perfumada, tendo também a particularidade de ser uma maçã bastante rija e que não perde a forma ao ser cozinhada. Recomendo, vivamente, que experimentem o bolo com este tipo de maçã.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Compota de Abrunho

Adoro abrunhos! Se estiverem maduros, sou menina para me perder a degustá-los. Agora que é a sua época, fica a sugestão de os transformar numa deliciosa compota, que o Outono não tarda e, com ele, as tardes de chá e recolhimento a pedir um doce aconchego.


Ingredientes:

1 quilo de abrunhos com casca e descaroçados
1 quilo de açúcar
sumo de 1 limão
4 cascas de limão
1 dl água
1 dl de moscatel


Modo de Preparação:

Colocar a fruta num tacho grande, juntamente com o açúcar, o sumo e as cascas do limão, a água e o moscatel. Envolver bem e levar ao lume, mexendo frequentemente. Quando levantar fervura, baixar o lume para o mínimo. Deixar cozer e ir mexendo. Quando a fruta estiver cozida, retirar do lume e triturar com a varinha mágica. Levar novamente ao lume e deixar apurar o doce, sem deixar de mexer, até atingir ponto de estrada. Colocar em frascos, previamente, esterilizados, enchendo-os bem até cima. Voltar os frascos com a tampa para baixo, para que desta forma ganhem vácuo e garantam uma melhor conservação da compota.


Notas:

- Todas as dicas para uma boa confecção das compotas foram reunidas neste post.
- Podem reduzir a quantidade de açúcar, mas não recomendo que coloquem menos de 800 gramas (caso a intensão seja conservar a compota por algum tempo e não o seu consumo imediato).
- O moscatel pode ser substituído por outra bebida que prefiram ou tenham disponível.

sábado, 24 de agosto de 2013

Bolo da Caneca

Ok. Não é nada de extraordinário, nem sequer chega aos calcanhares de um bolo feito no forno. Mas, todos sabemos, que volta e meia "bate" uma vontade de comer um bolo. Este "bolo da caneca", feito no microondas e em poucos minutos, é o remédio perfeito para esse ataque repentino de gula.


Ingredientes:

4 colheres de sopa de farinha
4 colheres de sopa de açúcar
2 colheres de sopa de chocolate em pó
1 ovo
3 colheres de sopa de leite
3 colheres de sopa de óleo


Modo de Preparação:

Numa caneca grande, juntar a farinha, o açúcar e o chocolate e envolver. Adicionar o ovo e mexer com a ajuda de um garfo. Por fim, juntar o leite e o óleo. Misturar tudo muito bem, até obter uma massa homogénea. Levar a caneca com a massa ao microondas, na potência máxima, durante três minutos.


Notas:

-  Esta ideia foi aprendida no fórum Petiscos, designadamente neste tópico.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Compota de Melancia e Maçã com Gengibre

Às vezes, estamos a deitar dinheiro ao lixo sem nos apercebermos... Um bom exemplo disso é a parte branca da melancia, aquela que fica entre a casca verde e a doce e sumarenta polpa vermelha e que, regra geral, tem como destino o caixote do lixo doméstico. Em vez de a condenar a esse triste fim, podemos usá-la para fazer compota. Deste modo, não se desperdiça dinheiro e reduz-se ao máximo a parte não comestível do fruto. Além da compota de melancia com gengibre, que já partilhei convosco, fiz uma variante com maçã. Experimentem!


Ingredientes:

600 gramas da parte branca da melancia
400 gramas de maçã sem casca, nem sementes
800 gramas de açúcar
1 colher de sobremesa de gengibre em pó


Modo de Preparação:

Num tacho, colocar a polpa branca da melancia cortada e a maçã, cortadas em pedacinhos.  Juntar o açúcar e o gengibre moído. Envolver bem e levar ao lume, mexendo frequentemente. Quando levantar fervura, reduzir para lume brando. Deixar cozer e ir mexendo. Retirar com uma escumadeira a espuma que se for formando à superfície. Quando a fruta estiver cozida, retirar do lume e triturar com a varinha mágica. Levar novamente ao lume e deixar apurar o doce, sem deixar de mexer (deve atingir ponto de estrada). Colocar imediatamente em frascos esterilizados, enchendo-os com a compota bem até ao cimo. Rolhar muito bem e virar os frascos com a tampa para baixo para criar vácuo, permitindo uma melhor conservação.


Notas:

- Podem substituir o gengibre por outra especiaria do vosso gosto. Canela, por exemplo.
- Ver mais dicas sobre a confecção de compotas neste post.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Folhadinhos de farinheira

Não, não fui de férias... Simplesmente, tenho-me esquecido um bocadinho dos blogs. Para desempoeirar o estaminé, trago-vos uma receita muito fácil, que em tempo de veraneio ninguém quer complicar a vida.


Ingredientes:

1 massa folhada refrigerada retangular
1 farinheira
1 gema de ovo batida para pincelar
Sementes de chia q.b. (facultativo)


Modo de preparação:

Retirar a pele à farinheira e parti-la ao meio. Dividir a massa folhada em duas metades. No centro de cada uma, colocar uma metade de farinheira. Dobrar uma ponta da massa folhada por cima da farinheira, até encontrar a outra ponta da massa folhada, pressionado-as bem para unir. Fazer o mesmo com a outra metade de massa e farinheira. Vamos obter uma espécie de "rolo", que se corta em fatias, com cerca de 2 centímetros de largura. Dispôr as fatias num tabuleiro, forrado com papel vegetal, espaçadas entre si. Pincelar com o ovo batido e polvilhar com as sementes de chia. Levar ao forno até a massa estar cozida e dourada.


Notas:

- Podem usar outro tipo de sementes que tenham disponível, por exemplo, sementes de papoila.
- A farinheira pode ser substituída por alheira.
- Para fazer render a gema de ovo, podem juntar-lhe um pingo de leite.