quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Morgado

Doce regional de Évora, assim o dizia a velhinha revista "Segredos de Cozinha" de onde tirei a receita. É uma bomba calórica, com a típica combinação ovos+açúcar+amêndoa (como convém a este tipo de doçaria) e ainda se lhe junta a chila. Eu que nem aprecio, como já aqui referi, o doce de chila, adoro este bolo. Não fica enjoativo e é impossível comer só uma fatia. Com o morgado vos deixo os votos de um 2009 muito doce!



Ingredientes:

400 gramas de açúcar
6 ovos
1 colher de sopa de farinha
1 colher de sopa de manteiga
250 gramas de amêndoa moída
200 gramas de doce de chila
Açúcar em pó q. b.


Modo de Preparação:

Bata os ovos com o açúcar. Depois, junte a farinha e a manteiga, previamente derretida. Continue a mexer, até ligar. Por fim, adicione o doce e a amêndoa ralada. Envolva bem e transfira o preparado para uma forma untada com manteiga, forrada com papel vegetal também untado e polvilhada com farinha. Leve ao forno e deixe cozer. Quando estiver dourado e o palito sair limpo, retirar do forno. Desenformar e polvilhar com açúcar em pó.


Notas:

-A receita não referia se a amêndoa era triturada com ou sem a pele. Eu usei amêndoa moída pelada;
-Simplifique-se a receita usando Vaqueiro líquida.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Cabazes de Natal


Foram 4 que saíram das minhas mãos. O conteúdo foi personalizado consoante a pessoa que o iria receber. Do recheio constava: doce de chila, compota de maçã, compota de abóbora, mix de panquecas, preparado para bolo de coco, trufas de chocolate e azeite aromatizado.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Aletria da Avó

A esta hora já se alinharam todos os menus de Natal. Talvez até alguns doces já estejam prontos a serem degustados. Esta época cheira a açúcar e canela. E porque em boa mesa nortenha há sempre aletria, deixo ficar aqui para a eternidade a receita que a minha Avó seguia, em jeito de homenagem a essa adorável senhora que durante anos confeccionou com todo o esmero as ceias de Natal da minha infância. A todos os que aqui passam deixo os meus votos de um Feliz Natal. 


Ingredientes:

175 gramas de açúcar 
150 gramas de aletria 
25 gramas de manteiga 
5 gemas
1/2 litro + 1 dl de leite 
1 casca de limão 
1 pau de canela 
1 pitada de sal 


Modo de Preparação: 

Levar 1/2 litro de leite ao lume e fazê-lo ferver. Juntar o sal, a casca do limão, o pau de canela, a manteiga e o açúcar. Juntar a aletria, partida com as mãos. Mexa e deixe cozer. Dissolva as gemas no decilitro de leite. Retire a panela do lume e incorpore-lhe a mistura das gemas, deixando cair em fio e mexendo sempre. Levar ao lume e deixar aquecer bem, sem deixar ferver. Deitar em pratos ou travessas e polvilhar com canela a gosto. 


Notas: 

- Para uma versão mais requintada da aletria, juntar frutos secos, tais como nozes, pinhões, amêndoas, etc.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Líchias


Coloquem-me uma caixa à frente e só paro quando estiver vazia. Sou apaixonada pelo exotismo deste fruto, pela sua polpa sumarenta, pela sua suave e refrescante acidez, pelo seu enebriante perfume. Durante este período de Festas, enquanto outros se perdem por rabanadas ou formigos, eu perco-me pelas líchias. Adoro-as. E esta nossa já longa convivência conferiu-me a sabedoria de distinguir apenas com o olhar aquelas que são mais saborosas e frescas. Como as da foto.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Mix de Panquecas

Vi esta receita no Carpe Diem, um blog que costumo visitar frequentemente pela qualidade das receitas apresentadas e não só. De imediato a guardei por me parecer extremamente fácil e prática. E apetitosa! Estas panquecas são um lanche delicioso, sobretudo para dias frios e chuvosos como estes que temos vivido. E com o mix já prontinho, não há desculpa para não as saborear.



Ingredientes (para o mix de panquecas):

600 gramas de farinha de trigo
3 colheres de sopa de fermento em pó
2 colheres de chá de bicabornato de sódio
1/2 colher de chá de sal fino
70 gramas de açúcar baunilhado


Modo de Preparação:

Misturar todos os ingredientes muito bem e colocar num frasco fechado hermeticamente.



Ingredientes (para a massa de panquecas):

150 gramas de mix de panquecas
1 ovo
250 ml de leite
1 colher de sopa de manteiga derretida


Modo de Preparação:

Juntar tudo num recipiente e misturar muito bem. Aquecer uma frigideira antiaderente. Deitar 1 1/2 a 2 colheres de sopa da massa na frigideira. Quando aparecer bolhas na superfície da panqueca, virar para que fique dourada dos dois lados. Servir imediatamente com a guarnição que mais gostar.


Notas:

-Ideias de guarnição: mel e canela (o meu caso), geleia de milho ou de marmelo, maple syrup, compotas, molho de chocolate, etc;
-O açúcar baunilhado pode ser substituído por açúcar normal, acrescentando-se depois na altura da confecção das panquecas umas gotas de essência de baunilha;
-Na receita original apenas pede 40 gramas de açúcar, mas penso que as 70 gramas não são em demasia;
-Recomendo o uso da margarina líquida da Vaqueiro, que ainda simplifica mais a receita.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Bolo de amêndoa

Não fica um bolo muito doce, mas a sua textura é muito agradável. Por ser um bolo de sabor "neutro" penso que combinaria muito bem com um doce de ovos, um creme de chocolate ou outros que tais. A experimentar. Mais uma óptima sugestão enviada para o desafio pela Ana.



Ingredientes:

250 gramas de amêndoa moída sem casca
200 gramas de açúcar mascavado
7 ovos

Modo de Preparação:

Misturar muito bem as gemas com o açúcar. Juntar a amêndoa moída e mexer novamente. Por fim, envolver as claras batidas em castelo. Levar ao forno durante 20 minutos a cerca de 180º até estar cozido. Desenformar e polvilhar com açúcar em pó.


Notas:

-Devido a um erro de leitura da receita, acabei por não separar as gemas das claras e misturei logo os ovos inteiros com o açúcar. Creio no entanto que não houve influência no resultado final.
-Como já tinha dito, achei o bolo pouco doce. Para mim não constitui problema, mas quem gostar dos bolos mais doces, poderá juntar à vontade umas 300 gramas de açúcar.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Doce de Chila

Eu confesso. Não sou, de todo, apreciadora deste doce. Acontece que chegou cá a casa uma considerável quantidade destas abóboras. Ora, uma das coisas que mais detesto nesta vida é desperdiçar recursos. E lá por eu não gostar, não quer dizer que outros não pudessem desfrutar deste doce. Além de que o doce de chila se presta à preparação de inúmeros doces típicos da doçaria portuguesa. Havia no entanto o inconveniente da confecção algo peculiar do doce em que, por exemplo, não se pode usar facas para partir a abóbora (ela tem de ser literalmente atirada ao chão para abrir). Junte-se a minha inexperiência na confecção do doce e temos umas abóboras à espera, dia após dia, que me decidisse a tratar delas.
Um dia, que tudo tinha para ser belo mas não o foi, encostei-me à janela da cozinha a pensar na vida, frustrada e muito desanimada. Pousei os olhos nas abóboras que esperavam o seu destino. Resolvi fazer delas o bode expiatório da minha revolta. Descarregou-se a fúria e, no final, tinha doce de chila para mimar aqueles que me são queridos.


Ingredientes:

Abóbora Chila q. b.
Açúcar q. b.
Água q. b.
canela em pó q. b.


Modo de Preparação:

Limpe bem o chão da cozinha. Estas abóboras não podem ser partidas com facas, pois o doce fica a saber à sardinha. Atire as abóboras ao chão para que se partam em pedaços. Com a mão, retire todas as pevides e tripas que causam mau sabor. Coloque os pedaços da abóbora limpa num alguidar com bastante água e lave muito bem até que deixe de fazer espuma. Coloque uma panela grande com água ao lume e quando ferver, junte os pedaços da abóbora. Deixe cozer. Quando as fibras se despegaram da casca, a abóbora está cozida. Escorra, deixe arrefecer e, em seguida, descarte toda a casca da abóbora de modo a ficar só com as fibras (que devem ser bem desfiadas). Coloque-as num escorredor para que percam a água. Seguidamente, pese-as e pese igual quantidade de açúcar. Leve o açúcar ao lume com um pouco de água num tacho e deixe ferver 3 minutos. Adicione as fibras da abóbora e canela em pó a gosto. Deixe ferver, mexendo de vez em quando para não pegar, até obter ponto de estrada. Coloque o doce imediatamente em frascos previamente esterilizados, feche-os muito bem e disponha-os num tabuleiro com a tampa voltada para baixo. Verta água quente no tabuleiro suficiente para cobrir as tampas dos frascos e deixe assim até que a água arrefeça.


Notas:

-Ponto de Estrada: quando ao passar a colher de pau no fundo do tacho se torne visível uma estrada (o doce fica separado em dois);
-Em vez da canela em pó use-se canela em pau;
-A receita original do site Culinárias na qual me baseei, recomendava que se deixasse a abóbora de molho de um dia para o outro, mudando a água de vez em quando. Optei por lavar muito bem os pedaços da chila e tudo se tornou um pouco menos moroso;
-Para esterilizar os frascos: colocar água num tacho grande e levar ao lume. Quando a água ferver, colocar dentro os frascos abertos e respectivas tampas até que fiquem totalmente imersos. Deixar assim durante uns minutos. Retirar os frascos e tampas com a ajuda de uma pinça de salada (exemplo), escorrer bem a água e colocar sobre um pano de cozinha limpo para que sequem (não limpar para que as fibras do tecido não adiram ao vidro).