Mostrar mensagens com a etiqueta aproveitamentos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta aproveitamentos. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Arroz de frango no forno

Gosto muito de arroz. Desde o elaborado arroz de pato ao simples arroz branco com ovos estrelados, o arroz é um alimento que me conforta e que como sempre com agrado. Hoje deixo-vos uma sugestão de arroz de frango no forno, feito para aproveitar umas sobras de frango cozido e que ficou uma delícia!



Ingredientes:

sobras de frango cozido e respectivo caldo da cozedura
arroz
cenoura
pimento
cebola
alho
azeite
chouriça
queijo q.b.
louro, sal e pimenta q.b.


Modo de Preparação:

Num tacho, colocar um fio de azeite generoso. Juntar a cebola e deixar estrugir. Quando a cebola estiver translúcida, juntar o alho picado, o louro, a cenoura raspada e o pimento em cubinhos. Refogar uns minutos. Juntar as sobras de frango cozido e desfiado, mais o caldo da cozedura. Se o caldo da cozedura do frango for insuficiente, juntar água quente até perfazer a quantidade necessária para cozer o arroz. Quando levantar fervura, juntar o arroz. Mexer e temperar com sal e pimenta a gosto. Tapar e deixar cozinhar em lume brando, mexendo de vez em quando para não pegar.
Quando o arroz estiver quase cozinhado, transferir para um tabuleiro que possa ir ao forno, descartando a folha do louro. Espalhar rodelas de chouriça e pedaços de queijo sobre o arroz. Levar ao forno até dourar.


Notas:

- Usei queijo flamengo em fatias, que cortei em pedaços irregulares com as mãos. Podem usar queijo ralado ou outro queijo que tenham disponível. Se não gostarem de queijo, não colocam.
- Podem substituir a chouriça por bacon, chouriço, linguiça, etc.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Segredos d'Avó #2

Quando faço cozido à portuguesa cá em casa, regra geral, sobra sempre bastante carne. Este prato tradicional da nossa gastronomia é bastante farto e mesmo que tenhamos atenção às quantidades de carnes e legumes que cozinhamos, é quase impossível que não sobre nada. De cada vez que o cozido vai à nossa mesa, dedico sempre alguns minutos às sobras, mas a poupança começa logo na hora na servir o cozido, onde tenho o cuidado de reservar a água da sua cozedura. Os legumes que sobram, nomeadamente batatas, cenouras e couve, são colocados de parte para engrossarem a base da próxima sopa a ser cozinhada. As carnes são limpas de peles, ossos e veios/gorduras que possuam. Depois, corto-as em pedaços, fazendo o mesmo aos enchidos. De seguida, é só dividir as carnes em pedaços por recipientes plásticos, juntando algum caldo da cozedura no próprio recipiente, como demonstra a foto. Coloca-se uma etiqueta, para identificar o conteúdo (não esquecer a data!) e congela-se, para futuras utilizações.


Nas caixas plásticas quadradas, tenho carne e enchidos que usarei para fazer tripas à moda do Porto ou feijoada à transmontana. No recipiente redondo, tenho o frango que sobrou do cozido, já limpo de peles e ossos, desfiado e acondicionado com o caldo da cozedura. Com ele, preparei um arroz de forno que publicarei aqui em breve.

Outros destinos se podiam dar às sobras de um cozido à portuguesa. Por exemplo, usá-los para fazer rissóis, croquetes ou uns folhados de carne. Já aqui referi que costumo ter uma caixa plástica no congelador onde vou guardando sobras de carne de outras refeições. Quando tenho uma boa quantidade, descongelo e dedico uma tarde a preparar estes salgadinhos que todos gostam e que são, indiscutivelmente, melhores quando feitos em casa. Dá um pouco de trabalho, mas o sabor compensa tudo! Em breve, deixar-vos-ei, igualmente, as minhas receitas de rissóis e croquetes de carne.

Recordo-me que com as sobras de carnes e legumes podem, se forem apreciadores, fazer uma sopa de cozido, uma massa à lavrador, um arroz de carne, uma carne à Brás ou um empadão. As possibilidades para aproveitar as sobras do cozido são imensas, mas é claro que fico a aguardar pelas vossas contribuições!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Segredos d'Avó #1

Ando com esta ideia em mente há muito, muito tempo... Surgiu-me quando, em conversas com amigas (mormente, com a querida Gabriela, com quem partilho muita informação em termos culinários), me fui apercendo que os conhecimentos de economia doméstica e de poupança que para mim eram um dado adquirido, não o eram para outras pessoas. Hoje é o dia para levar esta ideia à prática e partilhar convosco o pouco que sei sobre como aproveitar ao máximo os alimentos, dicas de armazenamento e confecção, e por aí em diante. O nome da rubrica é uma homenagem à minha querida e saudosa Avó Isabel, com quem aprendi a ser poupada e comedida e que me despertou o gosto pela culinária, entre muitos outros ensinamentos. A minha Avó, que passou fome e viveu a realidade das senhas de racionamento dos alimentos, condoía-se de cada vez que via pão nos sacos do lixo dos vizinhos pousados na rua. Hoje, sou eu que estremeço, de cada vez que vejo arroz a saltar de um saco do lixo ou, quando vou jantar a casa de alguém, constato que as sobras nem sequer vão servir para alimentar os animais. Cá em casa, as sobras das refeições são partilhadas, transformadas noutras refeições ou dadas aos animais vadios. Os restos dos vegetais e o pouco pão que não é consumido vão servir de alimento aos animais de criação que o meu irmão tem. Da fruta da época faz-se compotas e marmeladas. Os bolos das festas, se sobram, congelam-se para consumir noutra altura. E estes são alguns exemplos. Cá em casa, a regra é aproveitar, partilhar e nunca desperdiçar. Aguardo o vosso feedback sobre esta nova rubrica, na esperança que vos possa ser útil com os meus "Segredos d'Avó" e, também, aprender com as vossas sugestões!


Apresentada a rubrica, segue-se a primeira dica! O que fazer com o pão recesso? Os aproveitamentos que lhe podem dar são vários, mas hoje sugiro que o transformem em pão ralado. Basta partirem o pão em bocados, grosseiramente, para dentro de um tabuleiro e levá-lo ao forno, a uma temperatura baixa, para que seque e fique crocante (não deixem tostar demasiado!). 


Não há necessidade de ligar o forno exclusivamente para torrar o pão. Aproveitem para o fazer quando estiverem a usar o forno para a preparação de outra receita ou, até mesmo, bastará o calor que fica no forno depois dele ser usado. Outra maneira de secar o pão, que é a minha favorita, consiste em deixar o pão secar ao ar, sendo o recipiente devidamente tapado com um pano de cozinha limpo. Faço-o muito no Verão, pois com o tempo quente, o pão rapidamente fica seco!
Depois, basta triturar os bocados de pão na picadora ou no robot de cozinha, peneirar e guardar o pão-ralado obtido em frascos bem fechados. Se gostarem de pão-ralado aromatizado, basta juntar na hora de triturar o pão, alho seco ou ervas aromáticas da vossa preferência. Assim, ficam com pão-ralado que podem usar em vários pratos doces e salgados. E, já agora, fica outra dica: em vez de usar farinha para polvilhar as formas dos bolos, usem o pão-ralado.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Folhados de carne

Cá em casa não se desperdiça comida. Os meus Pais e Avós sentiram na primeira pessoa a fome e a escassez de bens alimentares de primeira necessidade e, apesar de ter nascido numa época de abastança, sempre me fez muita confusão ver comida no lixo. Por isso, se há fruta em abundância, fazem-se compotas ou partilha-se com os amigos. Se há iogurtes perto do prazo de validade, acende-se o forno e prepara-se um bolo ou queques. Se nos dão tomates ou abóbora, prepara-se e congela-se. Sempre que sobra carne (e quem diz carne, diz peixe) de qualquer refeição, esta é transformada em empadão, em rissóis ou croquetes, numa piza ou quiche. Ultimamente, ganhei o hábito de, sempre que sobra carne, a ir guardando numa caixa plástica no congelador. Depois, quando houver tempo para fazer salgadinhos (ou apetite para um empadão), é só descongelar e confeccionar. Desta vez, aventurei-me nuns folhados de carne. São óptimos para levar a um piquenique ou para figurar numa mesa de festa, mas comidos quentes são uma delícia. Não deixem de experimentar (e aproveitar!).


Ingredientes:

1 a 2 embalagens de massa folhada refrigerada
300 gramas de carne picada
1/2 cebola picada
2 colheres de sopa de iogurte grego
2 colheres de sopa de polpa de tomate
azeite q. b.
salsa picada q. b.
molho de soja q. b.
piri-piri q.b.
ervas aromáticas e especiarias a gosto
gema de ovo para pincelar


Modo de Preparação:

Refogar a cebola com um pouco de azeite. De seguida, juntar a carne picada e envolver bem no refogado. Adicionar o iogurte e a polpa de tomate e misturar. Temperar a gosto, usando a salsa picada, o molho de soja, o piri-piri, especiarias e ervas aromáticas a gosto. Rectificar o sal e deixar cozinhar em lume brando durante uns minutos, mexendo sempre para não pegar no fundo do tacho.
Retirar do lume e deixar arrefecer.
Desenrolar a massa folhada e cortar em 8 rectângulos iguais, Rechear com o preparado de carne e fechar, unindo as pontas com a ajuda de um garfo. Pincelar com gema de ovo e levar ao forno, previamente aquecido, durante uns minutos, até a massa folhada estar cozida e dourada.


Notas:

- Para temperar o picado de carne usei: noz moscada, coentros moídos, cravinho moído, grengibre fresco ralado, sementes de mostarda moídas, mistura de ervas aromáticas e cominhos. Gosto imenso de usar especiarias na comida, mas uso-as com moderação.
- Usei sobras de cozido à portuguesa (carne de vaca, porco e frango e chouriça), mais um restinho de fiambre e paio do lombo.
- Podem substituir o iogurte grego por natas.
-Os folhados podem ser congelados em cru, depois de formados, levando directamente ao forno quando os quiserem comer.