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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Far Breton

Gosto muito de ler blogs... Mesmo antes de me iniciar nestas lides, com o meu próprio espaço, eu já era visita assídua de vários cantinhos alojados por essa internet fora. Há blogues que sigo há anos e outros que deixei de frequentar, por terem terminado ou por terem deixado de me interessar. Através dos blogues, conheci algumas pessoas que hoje fazem parte do meu círculo de amizades. Outras há que, embora não conhecendo pessoalmente, geraram em mim uma estima e a ânsia por um novo comentário sempre que publico algo de novo. É muito engraçada esta relação internáutica que se vai desenvolvendo graças a esta plataforma que nos permite partilhar saberes e afectos. Já não me recordo como cheguei ao blog da Nanda, mas sei que foi há uns anos largos. Todos os dias ia espreitar o blog e se, porventura, não havia uma nova actualização, ficava bastante triste... Nunca conheci a Nanda pessoalmente, mas aquele cantinho cativou-me desde logo pela ternura e simpatia que emanava dos seus escritos, pela forma como apresentava as suas receitas e a sua visão da vida quotidiana. Tudo parecia simples e descomplicado... Em 2008, a Nanda partiu para o Pai e uma onda de consternação abateu-se na blogoesfera. Era como perder um dos nossos. Mas a Nanda deixou-nos um legado: aquele blog que ainda hoje releio com carinho e saudade das suas palavras impregnadas de bondade. Um dia destes deixei de procrastinar a prepração da sua receita de Far Breton, um típico doce francês da região da Bretanha. É delicioso! Aqui fica, em jeito de homenagem à nossa Nanda.



Ingredientes:

400 ml de leite
120 gramas de farinha
120 gramas de açúcar
2 ovos
30 gramas de manteiga
15 ameixas secas
açúcar baunilhado a gosto
1 pitada de sal


Modo de preparação:

De véspera, ferver o leite adoçado a gosto com o açúcar baunilhado e as ameixas. Deixar ferver um pouco até as ameixas incharem. Reservar.
Num recipiente, misturar a farinha, o açúcar e o sal. Acrescentar os ovos, um a um, mexendo bem entre cada um deles. Retirar as ameixas do leite e reservá-las. Coar o leite e juntá-lo à mistura, mexendo muito bem, até obter um creme liso. Verter o creme para uma forma previamente forrada com papel vegetal. Com a ajuda de uma faca, retirar os caroços às ameixas e espalhá-las pelo creme. Cortar a manteiga aos quadradinhos pequeninos e salpicar por cima da massa. Levar ao forno até cozer e dourar. Servir frio ou morno.


Notas:

- O ideal será ferver o leite com as ameixas e o açúcar baunilhado na véspera de confeccionar este doce, para dar tempo de arrefecer. No entanto, podem fazer esta operação no mesmo dia, desde que haja tempo suficiente para o leite arrefecer antes de ser agregado ao creme.
- Para adoçar o leite, 4 colheres de sopa de açúcar baunilhado serão suficientes.
- As ameixas secas podem ser substituídas por passas de uva (sem graínha). É uma receita excelente para aproveitar as sobras natalícias destas frutas. 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Tarte de ameixas

No final do Verão, vieram parar cá a casa umas ameixas vermelhas, grandes e vistosas. Os dias foram passando e continuavam rijas e azedas. Não havia meio de amadurecerem. É curioso, porque todos os anos nos acontece a mesma coisa. Não sei se é da qualidade da fruta (ou da falta dela). O que sei é que já estava farta de as ver na fruteira, como se tivessem adquirido lugar cativo. Das outras vezes, resultaram num excelente fruit cobbler (que é só das melhores sobremesas com fruta que podereis provar, além de que é um doce perfeito para dias frios, pois deve ser comido morno). Porém, não tinha todos os ingredientes necessários para o preparar. Lembrei-me de fazer uma daquelas tartes que se vê muito nos filmes americanos, mas por incrível que pareça não consegui encontrar uma receita por onde me guiar. Até que me ocorreu juntar a massa quebrada que tinha no frigorífico, com a compota de fruta do cobbler. Se bem o pensei, melhor o fiz. A tarte resultou muito bem e salvei as ameixas de um triste fim. Na altura não me ocorreu, mas juntando uma bola de gelado de nata (ou baunilha) a uma fatia desta tarte ainda morna, além do aproveitamento, ainda conseguia uma sofisticada sobremesa. Haja imaginação!


Ingredientes:

1 base de massa quebrada refrigerada
8 ameixas grandes
8 colheres de sopa de açúcar
2 colheres de sopa de vinagre balsâmico


Modo de preparação:

Lavar a fruta, retirar os caroços e cortar em pedaços (mantendo a casca). Colocar a fruta num tacho com o açúcar e o vinagre e cozinhar em lume brando por cerca de 5 minutos. Retirar do lume e colocar num pirex ou tabuleiro. Reservar.
Forrar uma tarteira com a massa quebrada, mantendo o papel vegetal na qual vem enrolada. Picar a massa com um garfo. Verter o preparado da fruta sobre a massa. Levar ao forno, até a massa estar cozida e douradinha. Servir morna ou fria.


Notas:

- Se não tiverem vinagre balsâmico, usem vinagre normal e reforcem a quantidade de açúcar com mais uma colher de sopa.
- É uma receita boa para aproveitar fruta madura e julgo que resultará igualmente bem com pêra, maçã, pêssego ou, até mesmo, banana.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Tarte de ananás com amêndoa

Nem sempre há tempo (nem disposição) para receitas elaboradas. Às vezes, pese embora nos apeteça algo doce, queremos que seja, simplesmente, "atar e pôr ao fumeiro". Por norma, tenho sempre no frigorífico massa folhada/quebrada fresca e, assim, em poucos minutos e com alguma criatividade, sai um doce para a mesa. Assim surgiu esta tarte, ao sabor do improviso e do que havia disponível na despensa e no frigorífico. Fica a sugestão.



Ingredientes:

1 lata de ananás
2 iogurtes gregos
3 ovos
4 colheres de sopa da calda do ananás
6 colheres de sopa de açúcar
1 base de massa quebrada fresca
Amêndoa palitada q.b.


Modo de Preparação:

Forrar uma forma de tarte com a massa quebrada, mantendo o papel vegetal onde esta vem enrolada, para facilitar o desenformar. Dispôr as rodelas de ananás sobre a massa e reservar. Num recipiente, juntar os ovos, os iogurtes, o açúcar e a calda do ananás. Misturar tudo muito bem, até obter um creme homogéneo que se verte para a forma. Salpicar, generosamente, com amêndoa palitada. Levar ao forno, para cozer e dourar.


Notas:

- Creio que suportará bem massa folhada, um pacote de natas e pinhão em substituição da massa quebrada, iogurte grego e amêndoa, respectivamente.

domingo, 7 de abril de 2013

Tarte de Limão Merengada

A receita original desta tarte, que me foi enviada pela Ana no âmbito de um desafio antigo promovido cá no blog, levava uma base de bolacha. A primeira vez que a fiz, não gostei da textura. Em boa verdade, a base desfazia-se toda ao partir. Optei por fazê-la novamente, mas recorrendo à massa quebrada. Não me arrependi.


Ingreditentes:

1 base de massa quebrada
6 ovos
1 lata de leite condensado
sumo de 1/2 limão
4 colheres de sopa de açúcar


Modo de Preparação:

Entender a massa quebrada numa forma de aro amovível (manter o papel vegetal). Com um garfo, picar a massa e reservar.
Juntar as gemas com o leite condensado e o sumo de limão e misturar muito bem. Colocar este preparado sobre a massa quebrada e levar ao forno para cozer e dourar.
Entretanto, bater as claras em castelo bem firme. Juntar, depois, o açúcar e misturar bem até obter um merengue liso e brilhante. Quando a tarte estiver cozida, retirar do forno e colocar o merengue por cima. Levar novamente ao forno até este cozer e ganhar tom alourado. Servir bem fresco.


Notas:

- A base de bolacha da receita original era feita com 250 gramas de bolacha maria ralada à qual se misturava 125 gramas de manteiga derretida, até formar uma "pasta".

sábado, 9 de março de 2013

Tarte de pêssego

Fácil, rápida e saborosa, esta tarte nunca nos deixa ficar mal! Desde que a vi, no blog Mão na Massa, já a fiz por 3 vezes. Tem sido a tarte escolhida para figurar em mesas de festa!
 

Ingredientes:

1 lata de pêssego em calda
3 ovos
1 pacote de natas de soja
4 colheres de sopa de açúcar
1 colher de chá de essência de baunilha
1 embalagem de massa folhada refrigerada
geleia ou compota para pincelar q.b.


Modo de Preparação:

Forrar uma tarteira com a massa folhada, preservando o papel vegetal que esta traz. Picar o fundo com um garfo. Dipôr o pêssego cortado em gomos sobre a massa folhada. À parte, bater os ovos com o açúcar, as natas e a essência de baunilha até conseguir um creme homogéneo. Verter a mistura sobre o pêssego e levar ao forno. Retirar quando a tarte estiver dourada. Pincelar com geleia ou compota a gosto.


Notas: 

-Uma vez que a tarte original é feita mesmo com o fruto ao natural, creio que esta tarte também resultará bem com ameixas, mirtilos, pêra ou mesmo maçã.
-A tarte fica, igualmente, boa com ananás em conserva.
-Recomendo que se aqueça ligeiramente a geleia ou a compota que se vai usar para dar brilho à tarte, por forma a facilitar esta operação. Caso se use compota, será melhor diluí-la num pouquinho de água para ficar mais líquida.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Tarte de Coco

Lembro-me que retirei esta receita de um blog e, como de costume, esqueci-me de apontar a proveniência. Contudo, não posso deixar de a partilhar aqui. Faz-se num instante e fica óptima!


Ingredientes:

1 embalagem de massa quebrada refrigerada
200 gramas de açúcar
6 ovos
200 gramas de coco ralado
200 gramas de queijo ralado


Modo de Preparação:

Forrar uma tarteira com a massa quebrada, mantendo o papel vegetal onde esta vem enrolada. Picar a base com um garfo e reservar. Numa tigela, envolver os ovos com o açúcar, sem bater muito. Juntar o coco e o queijo e envolver. Colocar a mistura sobre a massa folhada. Levar ao forno ao forno até dourar.


Notas:

-Pode usar-se massa folhada que fica, igualmente, bom.
-Tenho feito com queijo mozarella ou parmesão ralado. O flamengo, por ser de sabor suave, também será uma boa opção.
-É preciso atenção ao tempo de forno, para que o recheio não fique demasiado seco. A receita original indicava uma temperatura de forno de 160º/140º.

terça-feira, 24 de março de 2009

Tarte delícia de iogurte

Para brindar a estes dias ensolarados que Março nos trouxe, nada melhor do que uma tarte fresquinha. Já não me lembro de onde tirei esta receita, mas tenho a certeza que ela está em vários blogs de culinária que visito com frequência. Muitas vezes anoto a receita, mas esqueço-me de apontar o autor ou o sítio onde a vi.
Além de ser extremamente fácil de confeccionar, não pede ingredientes difíceis de encontrar, nem dispendiosos. Fica com a consistência de queijada e com o sabor bom do iogurte. Agora ao olhá-la, lembrei-me o bem que ficaria um doce de framboesa ali a aconchegá-la. A experimentar.



Ingredientes:

300 gramas de açúcar
100 gramas de farinha
50 gramas de manteiga
0,5 litro de iogurte natural (ou 3 iogurtes)
2 ovos
açúcar em pó q. b.


Modo de Preparação:

Misturar o açúcar com os ovos muito bem. Incorporar, de seguida, a farinha e a manteiga previamente derretida. Adicionar os iogurtes e envolver. Verter a mistura para uma forma previamente untada e polvilhada.
Desenformar depois de fria e polvilhar com açúcar em pó.


Notas:

-Esta tarte fica mesmo a saber a iogurte. Por isso, pode-se obter várias versões do mesmo doce se usarmos iogurtes de aromas (ananás, coco, morango,...);
-Eu reduzi na quantidade de açúcar. Usei apenas 250 gramas.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Tarte de Maçã

Na fruteira, umas maçãs pediam socorro. Tinha massa folhada no frigorífico e, vai daí, comecei a imaginar uma tarte. Apesar de improvisada, resultou muito bem e desapareceu num instante.



Ingredientes:

1 base de massa folhada fresca
compota de maçã q. b.
3 maçãs
amêndoa laminada q. b. (opcional)
geleia para pincelar

Para o creme de pasteleiro:
1/2 litro de leite
2 colheres de sopa de farinha
1/2 colher de sopa de manteiga
6 colheres de sopa de açúcar
4 gemas


Modo de Preparação:

Comece por preparar o creme de pasteleiro. Num tacho juntar todos os ingredientes e levar ao lume até engrossar, mexendo sempre. Reservar.
Desenrolar a massa folhada sobre uma forma de tartes de fundo amovível, mantendo o papel vegetal. Picar o fundo com um garfo. Espalhar uma camada de compota de maçã e por cima desta verter o creme de pasteleiro, alisando com uma espátula. Partir as maçãs em quartos, descascar e tirar os caroços. Laminar cada quarto de maçã mas sem separar totalmente as fatias. Dispôr harmoniosamente sobre o creme de pasteleiro. Salpicar com amêndoa laminada e levar a forno médio até cozer e dourar. Retirar do forno e pincelar com geleia para ficar brilhante. Deixar esfriar e só depois retirar da tarteira, descartando o papel vegetal.


Notas:

-As claras que não foram utilizadas podem ser congeladas num recipiente de plástico e posteriormente usadas noutras preparações;
-Ao fazer o creme de pasteleiro gosto de passar as gemas previamente batidas por um coador para evitar o aparecimento de película de ovo no creme;
-O creme deve ficar bem consistente;
-Usei maçã vermelha, mas podem usar qualquer uma;
-A amêndoa dá uma crocância interessante à tarte, pelo que aconselho o seu uso.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Tarte de Creme

Uma receita que a V. me deu há alguns anos e que é bastante apreciada cá em casa. Faz lembrar um pastel de nata em ponto grande, porque a sua consistência e sabor a ele se assemelham. Morna e polvilhada de canela é uma verdadeira delícia.






Ingredientes:

1/2 litro de leite
200 gramas de açúcar
3 colheres de sopa de amido de milho
6 gemas
1 base de massa folhada


Modo de Preparação:

Desenrola-se a massa folhada e coloca-se numa forma de tartes, deixando o papel vegetal. Picar a massa com um garfo e reservar.
Junta-se o leite, o açúcar, as gemas e o amido de milho num tacho e mistura-se tudo muito bem. Leva-se ao lume, mexendo sempre até engrossar. De seguida, deita-se o preparado na forma com a massa folhada e leva-se ao forno para cozer e dourar.
Quando estiver pronta, polvilha-se com canela em pó.


Notas:

-Pode-se aromatizar o creme com um pouco de Vinho do Porto (meio cálice é suficiente, na minha opinião), uma casca de limão/laranja ou um pau de canela.
-O amido de milho é o que vulgarmente conhecemos por farinha Maizena. Mais caso em que a marca se confunde com o próprio produto.