quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Morgado

Doce regional de Évora, assim o dizia a velhinha revista "Segredos de Cozinha" de onde tirei a receita. É uma bomba calórica, com a típica combinação ovos+açúcar+amêndoa (como convém a este tipo de doçaria) e ainda se lhe junta a chila. Eu que nem aprecio, como já aqui referi, o doce de chila, adoro este bolo. Não fica enjoativo e é impossível comer só uma fatia. Com o morgado vos deixo os votos de um 2009 muito doce!



Ingredientes:

400 gramas de açúcar
6 ovos
1 colher de sopa de farinha
1 colher de sopa de manteiga
250 gramas de amêndoa moída
200 gramas de doce de chila
Açúcar em pó q. b.


Modo de Preparação:

Bata os ovos com o açúcar. Depois, junte a farinha e a manteiga, previamente derretida. Continue a mexer, até ligar. Por fim, adicione o doce e a amêndoa ralada. Envolva bem e transfira o preparado para uma forma untada com manteiga, forrada com papel vegetal também untado e polvilhada com farinha. Leve ao forno e deixe cozer. Quando estiver dourado e o palito sair limpo, retirar do forno. Desenformar e polvilhar com açúcar em pó.


Notas:

-A receita não referia se a amêndoa era triturada com ou sem a pele. Eu usei amêndoa moída pelada;
-Simplifique-se a receita usando Vaqueiro líquida.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Cabazes de Natal


Foram 4 que saíram das minhas mãos. O conteúdo foi personalizado consoante a pessoa que o iria receber. Do recheio constava: doce de chila, compota de maçã, compota de abóbora, mix de panquecas, preparado para bolo de coco, trufas de chocolate e azeite aromatizado.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Aletria da Avó

A esta hora já se alinharam todos os menus de Natal. Talvez até alguns doces já estejam prontos a serem degustados. Esta época cheira a açúcar e canela. E porque em boa mesa nortenha há sempre aletria, deixo ficar aqui para a eternidade a receita que a minha Avó seguia, em jeito de homenagem a essa adorável senhora que durante anos confeccionou com todo o esmero as ceias de Natal da minha infância. A todos os que aqui passam deixo os meus votos de um Feliz Natal. 


Ingredientes:

175 gramas de açúcar 
150 gramas de aletria 
25 gramas de manteiga 
5 gemas
1/2 litro + 1 dl de leite 
1 casca de limão 
1 pau de canela 
1 pitada de sal 


Modo de Preparação: 

Levar 1/2 litro de leite ao lume e fazê-lo ferver. Juntar o sal, a casca do limão, o pau de canela, a manteiga e o açúcar. Juntar a aletria, partida com as mãos. Mexa e deixe cozer. Dissolva as gemas no decilitro de leite. Retire a panela do lume e incorpore-lhe a mistura das gemas, deixando cair em fio e mexendo sempre. Levar ao lume e deixar aquecer bem, sem deixar ferver. Deitar em pratos ou travessas e polvilhar com canela a gosto. 


Notas: 

- Para uma versão mais requintada da aletria, juntar frutos secos, tais como nozes, pinhões, amêndoas, etc.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Líchias


Coloquem-me uma caixa à frente e só paro quando estiver vazia. Sou apaixonada pelo exotismo deste fruto, pela sua polpa sumarenta, pela sua suave e refrescante acidez, pelo seu enebriante perfume. Durante este período de Festas, enquanto outros se perdem por rabanadas ou formigos, eu perco-me pelas líchias. Adoro-as. E esta nossa já longa convivência conferiu-me a sabedoria de distinguir apenas com o olhar aquelas que são mais saborosas e frescas. Como as da foto.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Mix de Panquecas

Vi esta receita no Carpe Diem, um blog que costumo visitar frequentemente pela qualidade das receitas apresentadas e não só. De imediato a guardei por me parecer extremamente fácil e prática. E apetitosa! Estas panquecas são um lanche delicioso, sobretudo para dias frios e chuvosos como estes que temos vivido. E com o mix já prontinho, não há desculpa para não as saborear.



Ingredientes (para o mix de panquecas):

600 gramas de farinha de trigo
3 colheres de sopa de fermento em pó
2 colheres de chá de bicabornato de sódio
1/2 colher de chá de sal fino
70 gramas de açúcar baunilhado


Modo de Preparação:

Misturar todos os ingredientes muito bem e colocar num frasco fechado hermeticamente.



Ingredientes (para a massa de panquecas):

150 gramas de mix de panquecas
1 ovo
250 ml de leite
1 colher de sopa de manteiga derretida


Modo de Preparação:

Juntar tudo num recipiente e misturar muito bem. Aquecer uma frigideira antiaderente. Deitar 1 1/2 a 2 colheres de sopa da massa na frigideira. Quando aparecer bolhas na superfície da panqueca, virar para que fique dourada dos dois lados. Servir imediatamente com a guarnição que mais gostar.


Notas:

-Ideias de guarnição: mel e canela (o meu caso), geleia de milho ou de marmelo, maple syrup, compotas, molho de chocolate, etc;
-O açúcar baunilhado pode ser substituído por açúcar normal, acrescentando-se depois na altura da confecção das panquecas umas gotas de essência de baunilha;
-Na receita original apenas pede 40 gramas de açúcar, mas penso que as 70 gramas não são em demasia;
-Recomendo o uso da margarina líquida da Vaqueiro, que ainda simplifica mais a receita.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Bolo de amêndoa

Não fica um bolo muito doce, mas a sua textura é muito agradável. Por ser um bolo de sabor "neutro" penso que combinaria muito bem com um doce de ovos, um creme de chocolate ou outros que tais. A experimentar. Mais uma óptima sugestão enviada para o desafio pela Ana.



Ingredientes:

250 gramas de amêndoa moída sem casca
200 gramas de açúcar mascavado
7 ovos

Modo de Preparação:

Misturar muito bem as gemas com o açúcar. Juntar a amêndoa moída e mexer novamente. Por fim, envolver as claras batidas em castelo. Levar ao forno durante 20 minutos a cerca de 180º até estar cozido. Desenformar e polvilhar com açúcar em pó.


Notas:

-Devido a um erro de leitura da receita, acabei por não separar as gemas das claras e misturei logo os ovos inteiros com o açúcar. Creio no entanto que não houve influência no resultado final.
-Como já tinha dito, achei o bolo pouco doce. Para mim não constitui problema, mas quem gostar dos bolos mais doces, poderá juntar à vontade umas 300 gramas de açúcar.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Doce de Chila

Eu confesso. Não sou, de todo, apreciadora deste doce. Acontece que chegou cá a casa uma considerável quantidade destas abóboras. Ora, uma das coisas que mais detesto nesta vida é desperdiçar recursos. E lá por eu não gostar, não quer dizer que outros não pudessem desfrutar deste doce. Além de que o doce de chila se presta à preparação de inúmeros doces típicos da doçaria portuguesa. Havia no entanto o inconveniente da confecção algo peculiar do doce em que, por exemplo, não se pode usar facas para partir a abóbora (ela tem de ser literalmente atirada ao chão para abrir). Junte-se a minha inexperiência na confecção do doce e temos umas abóboras à espera, dia após dia, que me decidisse a tratar delas.
Um dia, que tudo tinha para ser belo mas não o foi, encostei-me à janela da cozinha a pensar na vida, frustrada e muito desanimada. Pousei os olhos nas abóboras que esperavam o seu destino. Resolvi fazer delas o bode expiatório da minha revolta. Descarregou-se a fúria e, no final, tinha doce de chila para mimar aqueles que me são queridos.


Ingredientes:

Abóbora Chila q. b.
Açúcar q. b.
Água q. b.
canela em pó q. b.


Modo de Preparação:

Limpe bem o chão da cozinha. Estas abóboras não podem ser partidas com facas, pois o doce fica a saber à sardinha. Atire as abóboras ao chão para que se partam em pedaços. Com a mão, retire todas as pevides e tripas que causam mau sabor. Coloque os pedaços da abóbora limpa num alguidar com bastante água e lave muito bem até que deixe de fazer espuma. Coloque uma panela grande com água ao lume e quando ferver, junte os pedaços da abóbora. Deixe cozer. Quando as fibras se despegaram da casca, a abóbora está cozida. Escorra, deixe arrefecer e, em seguida, descarte toda a casca da abóbora de modo a ficar só com as fibras (que devem ser bem desfiadas). Coloque-as num escorredor para que percam a água. Seguidamente, pese-as e pese igual quantidade de açúcar. Leve o açúcar ao lume com um pouco de água num tacho e deixe ferver 3 minutos. Adicione as fibras da abóbora e canela em pó a gosto. Deixe ferver, mexendo de vez em quando para não pegar, até obter ponto de estrada. Coloque o doce imediatamente em frascos previamente esterilizados, feche-os muito bem e disponha-os num tabuleiro com a tampa voltada para baixo. Verta água quente no tabuleiro suficiente para cobrir as tampas dos frascos e deixe assim até que a água arrefeça.


Notas:

-Ponto de Estrada: quando ao passar a colher de pau no fundo do tacho se torne visível uma estrada (o doce fica separado em dois);
-Em vez da canela em pó use-se canela em pau;
-A receita original do site Culinárias na qual me baseei, recomendava que se deixasse a abóbora de molho de um dia para o outro, mudando a água de vez em quando. Optei por lavar muito bem os pedaços da chila e tudo se tornou um pouco menos moroso;
-Para esterilizar os frascos: colocar água num tacho grande e levar ao lume. Quando a água ferver, colocar dentro os frascos abertos e respectivas tampas até que fiquem totalmente imersos. Deixar assim durante uns minutos. Retirar os frascos e tampas com a ajuda de uma pinça de salada (exemplo), escorrer bem a água e colocar sobre um pano de cozinha limpo para que sequem (não limpar para que as fibras do tecido não adiram ao vidro).

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Bolo de frutos secos

Um bolo que pode servir como opção para uma mesa natalícia. Fica muito fofo e saboroso.



Ingredientes:

1 1/2 chávenas de açúcar
2 1/2 chávenas de farinha
1 1/2 chávenas de frutos secos picados
1 chávena de óleo
1/2 chávena de água morna
4 ovos
1 cálice de Vinho do Porto


Modo de Preparação:

Batem-se os ovos com o açúcar muito bem. Junta-se o óleo. Adiciona-se a farinha e alterna-se com a água morna, à qual se juntou o Vinho do Porto. Por fim, incorpora-se na massa as frutas, previamente polvilhadas com farinha para que se distribuam bem na massa e não afundem no bolo.
Coze em forma untada e polvilhada. Desenformar, colocar no prato de servir e polvilhar com açúcar em pó.


Notas:

-Os frutos secos escolhidos ficam ao critério pessoal. Eu usei noz, amêndoa e pinhões.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Tarte de Maçã

Na fruteira, umas maçãs pediam socorro. Tinha massa folhada no frigorífico e, vai daí, comecei a imaginar uma tarte. Apesar de improvisada, resultou muito bem e desapareceu num instante.



Ingredientes:

1 base de massa folhada fresca
compota de maçã q. b.
3 maçãs
amêndoa laminada q. b. (opcional)
geleia para pincelar

Para o creme de pasteleiro:
1/2 litro de leite
2 colheres de sopa de farinha
1/2 colher de sopa de manteiga
6 colheres de sopa de açúcar
4 gemas


Modo de Preparação:

Comece por preparar o creme de pasteleiro. Num tacho juntar todos os ingredientes e levar ao lume até engrossar, mexendo sempre. Reservar.
Desenrolar a massa folhada sobre uma forma de tartes de fundo amovível, mantendo o papel vegetal. Picar o fundo com um garfo. Espalhar uma camada de compota de maçã e por cima desta verter o creme de pasteleiro, alisando com uma espátula. Partir as maçãs em quartos, descascar e tirar os caroços. Laminar cada quarto de maçã mas sem separar totalmente as fatias. Dispôr harmoniosamente sobre o creme de pasteleiro. Salpicar com amêndoa laminada e levar a forno médio até cozer e dourar. Retirar do forno e pincelar com geleia para ficar brilhante. Deixar esfriar e só depois retirar da tarteira, descartando o papel vegetal.


Notas:

-As claras que não foram utilizadas podem ser congeladas num recipiente de plástico e posteriormente usadas noutras preparações;
-Ao fazer o creme de pasteleiro gosto de passar as gemas previamente batidas por um coador para evitar o aparecimento de película de ovo no creme;
-O creme deve ficar bem consistente;
-Usei maçã vermelha, mas podem usar qualquer uma;
-A amêndoa dá uma crocância interessante à tarte, pelo que aconselho o seu uso.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Jardineira

É rápida, é prática e muito boa. É daquelas comidas que nos deixam com uma enorme sensação de conforto e, depois, tem aquele estatuto de comida caseira que tanto aprecio. Deixem a batata integrar-se no molho e não se vão arrepender. Como sempre, neste tipo de receitas, as quantidades ficam ao vosso critério.




Ingredientes:

Carne
Cebola
Alho
Cenoura
Ervilhas
Batata
Chouriça
Polpa de tomate (opcional)
Azeite
Sal, pimenta e temperos a gosto


Modo de Preparação:

Fazer um refogado com o azeite e a cebola e o alho picados. Quando a cebola estiver transparente, juntar a chouriça e a carne em pedaços e deixar fritar um pouco, mexendo ocasionalmente. De seguida, juntar as batatas e a cenoura em cubos e as erviilhas, assim como suficiente para cozer tudo. Se assim o desejar, juntar um pouco de polpa de tomate. Temperar com sal e pimenta e deixar estufar até os legumes e a carne estarem tenros e o molho ficar apurado. Rectificar os temperos e servir.


Notas:

-Em vez das ervilhas, pode-se usar feijão verde em pedacinhos ou inclusive juntar os dois legumes ou outros que se goste;
-Usei frango (já que carne vermelha é algo que não tenho conseguido comer), mas esta receita fica bem com qualquer uma (vitela, porco,perú,...)

sábado, 15 de novembro de 2008

Bolo de coco e leite condensado

É daquele tipo de receitas descomplicadas. Basta juntar os ingredientes e em menos de nada temos um "bolo-queijada" a sair do forno. Receita enviada pela Ana para o desafio.



Ingredientes:

100 gramas de coco ralado
4 ovos
1 lata de leite condensado
1 colher de chá de fermento


Modo de Preparação:

Juntar todos os ingredientes e misturar muito bem. Levar a forno médio em forma untada com manteiga e polvilhada com farinha até estar cozido. Desenformar e polvilhar com coco ralado.


Notas:

-Este bolo não deve ficar com uma consistência muito seca, por isso há que ter atenção ao forno. Logo que o palito saia limpo, retirar do forno.
-Quem tiver liquidificadora, pode fazer a massa do bolo usando este electrodoméstico. Na falta dela use-se a varinha mágica ou a batedeira, como foi o meu caso.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Um presente diferente


[Conteúdo: compota de maçã, compota de abóbora, doce de chila e mix de panquecas]

A seu tempo aparecerão por aqui as receitas que faltam. Uma ideia a repetir no Natal e assim fugir ao consumismo desenfreado que já se sente. Seguindo o lema: presentes feitos à mão, vêm do coração.

domingo, 9 de novembro de 2008

Bolo de noz e marmelada

Uma combinação mais que perfeita. Descobri este bolo aqui e já o fiz duas vezes. A última ontem e todo para oferecer. Da mesma massa, resultou um bolo oferecido à M. A. (que fazia anos) e uns muffins para a J. Acabei por alterar levemente a receita apenas com o intuito de melhorar um bolo já de si muito bom.



Ingredientes:

6 ovos
2 chávenas de chá de açúcar
3 chávenas de chá de farinha
1 chávena de chá de óleo
1 chávena de chá de nozes picadas
100 gramas de marmelada em pedacinhos
1 colher de chá de fermento em pó
1 cálice de Vinho do Porto


Modo de Preparação:

Bater os ovos com o açúcar. Adicionar a farinha, o fermento, o Vinho do Porto e o óleo. Juntar as nozes picadas e a marmelada em pedacinhos e envolver muito bem na massa. Levar ao forno em forma untada e polvilhada.


Notas:

-Convém partir a marmelada em pedaços bem pequenos para que não "afundem" no bolo como no meu;
-Neste último bolo, resolvi juntar além da marmelada em pedaços, mais um pouco de marmelada esmagada com um garfo que deu um sabor mais intenso à massa. Neste caso, adicionar a seguir ao açúcar e misturar muito bem.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Geleia de Marmelo

Normalmente a geleia é confeccionada com as cascas e os caroços do marmelo. No entanto, como na receita de marmelada que fiz apenas se retiram os caroços do fruto, deixei de reserva 2 marmelos de propósito para fazer a geleia. Aqui segue a receita, tal qual a minha avó a fazia.



Ingredientes:


cascas e caroços de marmelo q. b. (no meu caso, 2 marmelos em pedaços e caroços dos que usei para a marmelada)
açúcar q. b.
água


Modo de preparação:


Numa panela, colocar os caroços e as cascas do marmelo previamente lavados, juntar água em abundância e levar ao lume. Deixar cozer uns bons minutos (eu deixo cerca de 30 minutos a partir do momento em que começa a ferver). De seguida, coar a mistura com a ajuda de um escorredor para outro recipente, de modo a descartar os desperdícios do marmelo e ficar apenas com o líquido. Este tem de ser filtrado de maneira a retirar o máximo de impurezas. Para tal, forrar um coador grande com um tecido fino e limpo ou um filtro de café. Quando todo o líquido estiver filtrado, vamos medir o mesmo com a ajuda de uma medida (por exemplo, uma caneca) para uma panela. Para cada medida de líquido teremos de juntar uma medida de açúcar. Levar ao lume, mexendo ocasionalmente, até atingir ponto de geleia. Guardar em frascos previamente esterilizados.


Notas:


-Convém usar uma panela bem grande porque a geleia tem tendência a ferver por fora.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Sabores do meu País 2

Pastéis de Chaves:


Rebuçados da Régua:



Pão com chouriço (Feira Joanina):


Como diz a outra, só coisinhas boas para o colesterol :D

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Fruit Cobbler

Esta receita foi enviada pela simpática Carla do blog Carpe Diem para o desafio que fiz no blog. Quando reparei que esta receita tinha o toque do meu querido Jamie Oliver, nem pestanejei. Sou fã deste irreverente chefe e adoro a sua maneira despretensiosa de cozinhar. Sempre que vou a alguma livraria dou comigo a folhear os livros dele que adoraria, um dia, acrescentar à minha modesta colecção. Devaneios à parte, voltemos ao fruit cobbler. Esta sobremesa pode parecer complicada mas é bem fácil e foi das melhores sobremesas que comi sem levar chocolate. É absolutamente deliciosa, sobretudo quando comida morna, e indicada para estes tempos tão frios pois é muito reconfortante. Podem ver no blog da Carla a postagem que fez sobre o fruit cobbler. Segue-se a minha versão.




Ingredientes:


Para o doce:
6 colheres de sopa de açúcar
2 colheres de sopa de vinagre
Fruta (usei: 1 pêra, 2 pêssegos, 1 cacho de uvas pretas, 1 cacho de uvas brancas, 4 maçãs vermelhas)

Para o bolo:
110 gramas de manteiga à temperatura ambiente
225 gramas de farinha com fermento
70 gramas de açúcar
1 iogurte natural
1 pitada de sal


Modo de Preparação:

Lavar a fruta, retirar os caroços e cortar em pedaços (mantendo a casca). Colocar num tacho com o açúcar e o vinagre e cozinhar em lume brando por cerca de 5 minutos. Retirar do lume e colocar num pirex ou tabuleiro. Reservar.
Num recipiente, colocar a manteiga e a farinha e misturar com os dedos. Juntar o açúcar e depois o iogurte. Amassar bem com as mãos e moldar pequenas bolas. Colocá-las por cima da fruta, espaçadas umas das outras. Polvilhar com açúcar e levar ao forno até o bolo estar cozido (testar com o palito).
Servir morno e polvilhado com açúcar em pó.


Notas:


-O ideal desta sobremesa é ser servida morna, mas fria também é boa;
-A receita original pede vinagre balsâmico. Como é coisa que por aqui ainda não descobri, usei vinagre normal e juntei mais uma colher de açúcar (o vinagre balsâmico é um vinagre mais adocicado que o normal);
-Podem usar as frutas que mais gostarem e é uma boa maneira de evitar que a fruta muito madura se estrague.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Esse vício maior, o chocolate!



Passagens pelo país vizinho têm destas vantagens. Vim carregadinha de chocolates Lindt (não, a marca não me paga. Isto é boa publicity =D).

[Lindt Excellence 99% (só para verdadeiros apreciadores de chocolate quase em estado puro. O meu paladar habitua-se de quadradinho em quadradinho); Lindt Excellence 70% (um intenso travo a cacau); Lindt Creation 70% Chocolate Mousse (na minha opinião precisa de um toque de suavidade); Lindt Petit Desserts Tarta Chocolate (simplesmente divinal!); Lindt Petits Desserts Mousse au Chocolat Negro (muito bom, com um interior aveludado irresistível); Lindt Lindor Dark (já cá tinha falado neste: o verdadeiro sabor do chocolate mas super aveludado. Do tipo de chocolate que derrete na boca)]

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Marmelada

Sempre foi um ritual cá em casa. Normalmente era a minha Avó quem se encarregava de confeccionar este doce tão típico do Outono. Quantas vezes cheguei a casa da escola e a encontrava compenetrada, a mexer uma enorme panela com uma colher de pau não menos pequena. Outras vezes também ajudava, normalmente, a descascar os marmelos. Eram tardes de riso e companheirismo que guardo com muita ternura. Hoje continuo esta tradição. Ainda guardo a receita que a minha Avó fazia, mas há dois Outonos que tenho optado por seguir e adaptar uma que encontrei num blog por ser mais rápida. É que o tempo escasseia para toda a gente. Fica deliciosa e com um sabor diferente do habitual. Há dias, dizia um dos meus irmãos que a minha marmelada mais parecia formigos (ou mexidos, como queiram). Eu respondi-lhe que já não era o primeiro a dizer o mesmo. Façam, provem e percebam porquê.



Ingredientes:

Marmelos
Açúcar
Canela em pau
Vinho do Porto
Água


Modo de Preparação:

Lavar muito bem os marmelos. Retirar as sementes, deixando ficar a casca e cortá-los em pedaços. Pesar os marmelos e, para cada quilo, preparar um quilo de açúcar, um pau de canela, um cálice de Vinho do Porto e um copo de água. Colocar os pedaços de marmelo numa panela, juntar os restantes ingredientes e envolver. Levar ao lume, mexendo de vez em quando. Quando o marmelo estiver cozido, triturar tudo com a varinha mágica e levar de novo ao lume para apurar, mexendo sempre para não pegar ao fundo da panela. Quando estiver pronto, retirar do lume e colocar em malgas.


Notas:

-Guardar as sementes para fazer geleia (receita em breve);
-Quem tiver mais dificuldade em saber quando o doce está pronto, pode socorrer-se deste truque: deitar uma colher de doce num prato. Passar uma colher sobre o doce e se ficar uma "estrada" o doce está pronto. Devemos retirar do lume quando a marmelada apresenta uma consistência cremosa.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Pavé de Chocolate e Baunilha

Era dia de vindima na pequena quinta do meu irmão. Eu já tinha feito no dia anterior um bolo podre e uma enorme travessa de aletria (que a seu tempo aparecerão por aqui), mas continuava a achar que era pouco. Que isto de vindimar cansa e dá fome e que mais um docito não era má ideia. Tinha de ser algo rápido e sem forno. Folheei o meu caderno de receitas e dei com esta lá apontada. Em menos de meia hora estava pronta e diz quem a provou que vale a pena repetir muitas vezes.



Ingredientes:

1 pacote de bolacha Maria
1 embalagem de pudim de baunilha
leite q. b.
3 colheres de sopa de achocolatado
2 colheres de sopa de licor de cacau ou de café


Para o brigadeiro:

1 lata de leite condensado
3 colheres de sopa de chocolate em pó
1 colher de sopa de manteiga


Modo de preparação:

Juntar os ingredientes do brigadeiro num tacho, misturar bem e levar ao lume até atingir ponto de brigadeiro (deve ficar um creme bem espesso). Reservar.
Preparar o pudim conforme as instruções da embalagem e reservar também.
Juntar o leite morno (cerca de um copo) com o achocolatado e o licor e misturar bem. Molhar as bolachas na mistura e cobrir o fundo de um pirex (não muito grande). Cobrir com o brigadeiro, colocar nova camada de bolacha e, por fim, o pudim. Polvilhar com chocolate granulado e servir fresco.


Notas:

-Na falta dos licores indicados, pode ser usada outra qualquer bebida ou mesmo nenhuma;
-O brigadeiro também pode ser feito com achocolatado;
-O sabor do pudim pode ser alterado conforme o gosto pessoal:
-A bolacha pode ser substituída por palitos la reine.

domingo, 5 de outubro de 2008

Bolo de Canela

Um bolo de ingredientes facilmente disponíveis em qualquer cozinha e de confecção extremamente fácil. Muito saboroso e perfeito para acompanhar um chá de Outono. A receita foi-me dada por uma colega de curso.



Ingredientes:

3 chávenas de farinha
2 chávenas de açúcar
1 chávena de leite
1/2 chávena de óleo
3 ovos
1 colher de chá de fermento em pó
2 colheres de sopa de canela em pó


Modo de Preparação:

Misturar os ovos com o açúcar muito bem. Juntar o óleo e, em seguida, a farinha peneirada com o fermento mais a canela. Adicionar o leite e mexer bem. Colocar a mistura numa forma untada e polvilhada e levar ao forno até cozer.


Notas:

-A receita original referia 3 colheres de chá de canela. Eu como gosto muito deste sabor ponho sempre mais, mas é uma questão de adequar ao gosto pessoal;
-Pode-se usar qualquer tipo de forma, desde que seja grande, uma vez que é um bolo que rende bastante.