quinta-feira, 29 de maio de 2008

Delícia de Coco

A história desta receita começa numa sexta-feira de uma semana passada. Como é habitual dirigi-me ao supermercado do costume e, religiosamente, fui à secção dos livros e revistas. É sempre a secção do supermercado que visito em primeiro lugar. Uma foto de um bolo estampada na capa de uma revista chamou-me a atenção. Desfolhei-a até chegar à respectiva receita. Para meu grande espanto, além do aspecto fantástico do bolo, a receita ainda tinha um aspecto que eu gosto: o da "reciclagem" de outros alimentos. No caso, usava pão (e quem nunca teve em sua casa pães a sobrar?). Então, copiei a receita ali mesmo e, estupidamente, não anotei nem o nome da revista, nem o nome do bolo. Chamei-lhe delícia de coco, porque é realmente muito bom. Não o acho um bolo no verdadeiro sentido da palavra. A sua textura fica num limbo entre a queijada e o bolo. De tal forma, que da próxima vez que repita a receita, experimentarei com formato de queijada. Quanto ao sabor: aprovado!




Ingredientes:

500 gramas de açúcar
250 gramas de coco ralado
4 pães de véspera
8 ovos
1/2 litro de leite morno
1 colher de sopa de fermento em pó
raspa de um limão


Modo de Preparação:

Desfazer o pão em pedacinhos para um recipiente. Juntar o leite morno, envolver bem e triturar tudo com a varinha mágica até obter uma papa. Reservar.
Bater os ovos com o açúcar até obter uma mistura fofa. De seguida, juntar o preparado do pão, a raspa, o fermento e o coco ralado. Misturar bem, colocar numa forma untada e polvilhada e levar ao forno.


Notas:

-Penso que a receita original referia uma forma redonda sem buraco. Eu optei por uma forma com buraco e acho que o bolo assim coze melhor.
-Substituí a raspa de limão por raspa de laranja.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Desafio: 2º update

Receitas recebidas até 26 de Maio:

-Crepes;
-Bolo de Côco e Leite Condensado;
-Bolo de Maçã;
-Bolo Ensopado de Chocolate;
-Bolo de Feijão e Chocolate;
-Doce de Bolacha;
-Tarte de Bolacha;
-Bolo gelado com cremes (leite condensado e chocolate) e uvas;
-Bolo de chocolate delicioso.


O prazo está a chegar ao fim (aceito receitas até dia 31/05). Espero pelas vossas receitas! No dia 1 de Junho farei um update final com as receitas recebidas e posteriormente anunciarei a vencedora. O meu obrigada desde já a quem participou :D.

Bolo de Banana

Sabem o que fazer com aquelas bananas a resvalar para o maduro sem ser salada de fruta ou compota? Este bolo é uma excelente ideia. Fica grande e muito bom. O aroma que espalha ao cozer é fantástico. Baseada maioritariamente na receita de bolo de iogurte que sempre se fez cá em casa e dando-lhe mais uns toques, cheguei a este bolo que me permitiu usar as ditas bananas que estavam a passar do ponto e um iogurte quase a chegar ao fim da validade. E assim nada se perdeu e tudo se transformou!




Ingredientes:

4 ovos
1 iogurte natural (o copo do iogurte serve de medida aos outros ingredientes)
3 copos de açúcar amarelo
3 copos de farinha
3/4 de copo de óleo
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de extracto de baunilha
4 bananas cortadas em rodelas
caramelo líquido q.b.


Modo de preparação:

Bater os ovos com o açúcar muito bem. Juntar o iogurte, a baunilha e o óleo. Misturar. Por fim, envolver a farinha peneirada com o fermento.
Untar uma forma redonda sem buraco. No fundo, dispôr um círculo de papel vegetal, voltar a untar o papel com manteiga e enfarinhar toda a forma. Dispôr rodelas de banana no fundo da forma como mais se gostar. Verter metade da massa do bolo, espalhar mais rodelas de banana e cobrir com o resto da massa. Levar ao forno para cozer, fazendo o teste do palito.
Quando o bolo estiver pronto, desenformar para um prato de servir e regar com caramelo líquido.


Notas:

-Como sempre, o açúcar amarelo pode ser substituído por açúcar normal.
-Também podem usar outro tipo de iogurte.
-O teste do palito consiste em espetar um palito no centro do bolo. Se ele sair seco significa que o bolo está cozido. Se pelo contrário, o palito sair com massa agarrada é sinal que precisa de mais tempo no forno. Caso isto aconteça, mas o bolo já esteja dourado, basta cobrir com folha de alúminio e reduzir ligeiramente a temperatura para não queimar.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Sabores do meu país 1

Doces regionais comprados no mercado improvisado junto ao mosteiro de Santa Maria da Vitória na Batalha: beijinhos das Caldas (parece que derretem na boca) e broinhas de batata-doce (muito saborosas e fofinhas).



Em Alcobaça, não consegui resistir a um pampilho de chocolate. E ainda não me arrependi!



E não poderia faltar a bela da mousse, cuja taça pedi para reservar ainda comia a sopa. Não fosse ela fugir às minhas papilas gustativas! Com chocolate eu não brinco, previno sempre LOL. Apreciação: excelente!



Este é o resumo em termos gastronómicos (subentenda-se doçaria) do meu domingo. Pretendo ir mostrando sabores das terras que vou visitando e convido quem o quiser fazer a adoptar esta rubrica no seu blog. A nossa gastronomia merece ser divulgada.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Desafio: update

Receitas recebidas até 13 de Maio:

-Crepes;
-Bolo de Côco e Leite Condensado;
-Bolo de Maçã;
-Bolo Ensopado de Chocolate;
-Bolo de Feijão e Chocolate;
-Doce de Bolacha;
-Tarte de Bolacha.


Relembro que podem enviar receitas até ao dia 31 de Maio (exceptuando pudim e doces com natas).

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Almofadas de Alperce

A saga dos frutos secos continua! Estes bolos foram inventados para despachar um pacote de alperces incluídos num cabaz de Natal. Uma ideia daqui e outra dali, mais a sempre versátil massa folhada, resultou nisto. Sei que parecem um pouco estranhos, mas esqueci-me de pincelar com ovo :(. Adorei a mistura do doce do creme com a acidez dos alperces, envolvidos pela estaladiça massa folhada. Repetirei, um dia, com alperces de conserva. Enquanto decido que rumo dar às ameixas secas (manjar branco, sericaia?), deixo-vos a receita para oito folhados.



Ingredientes:

200 gr de alperces secos
2 placas de massa folhada fresca (formato rectangular)

Para o creme:
7 colheres de sopa de açúcar
2 colheres de sopa de maisena
1 ovo
1 gema
3 dl de leite


Modo de Preparação:

Juntar todos os ingredientes do creme e envolver bem. Coar a mistura para um tacho e levar a lume brando até engrossar, mexendo sempre. Reservar.
Desenrolar as placas da massa folhada. Cortá-las em oito rectângulos cada uma, mais ou menos iguais.
Misturar o creme com os alperces picados e distribuir no centro de oito rectângulos de massa folhada. Pincelar as bordas com clara de ovo, cobrir com outro rectângulo de massa e pressionar as bordas para fechar bem.
Cobrir um tabuleiro com papel vegetal e nele dispôr os folhados. Dá-se um corte como se vê na foto e pincela-se com gema de ovo batida com um pingo de leite.
Leva-se ao forno para cozer e dourar.


Notas:

-Optei por fazer oito folhados grandes, mas podem fazer como mais gostarem.
-O creme não deve ficar demasiado espesso (deve ficar mais ou menos como um leite-creme).
-A clara de ovo é a cola da cozinha. Nesta receita é indispensável para uma perfeita união das duas placas de massa folhada.

sábado, 3 de maio de 2008

Desafio!

É frequente no meu outro blog lançar alguns desafios aos meus visitantes. Há uns dias atrás, alguém me pedia um desafio novo (hehehehe). Então, cá vai um, mas desta vez culinário! Gostaria que me enviassem até ao dia 31 de Maio alguma receita que adorem. Pode ser um receita de herança familiar, alguma receita que criaram ou simplesmente uma receita que um dia viram, experimentaram e a partir daí tornou-se na vossa favorita.

Condições: tem de ser uma sobremesa (excepto pudim) e não pode levar natas na sua confecção.

Cada participante pode e deve enviar mais que uma receita para o meu e-mail: cor.de.cha@gmail.com até à data referida.

Depois, imprimirei as receitas que receber e de entre elas será escolhida uma (não por mim, mas pelos outros dois elementos da família).

A receita escolhida será confeccionada por mim nos dias seguintes e postada no blog. E, como não poderia deixar de ser, o vencedor terá direito a um prémio feito por mim (e mais uns mimos extra).

Fico à espera das vossas receitas!



Contribuições até 03/05:

1 - Crepes;
2 - Bolo de Côco e Leite Condensado.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Papas de Carolo

Era frequente nos meus tempos de universitária, esses que me parecem já tão longínquos, a conversa ir desembocar no tema comida. Falávamos sobre a gastronomia típica das nossas terras, os nossos gostos pessoais, as nossas tradições relacionadas com este tema, as aventuras na cozinha, os alimentos que nos acompanhavam nas tardes de estudo e por aí fora. Lembro-me bem de uma viagem de camioneta com a S.. Saímos de Braga tarde e a más horas, directas das aulas para a paragem. O estômago a reclamar conforto. Durante o percurso entre o pólo de Braga da Universidade do Minho e o pólo de Guimarães, o diálogo começou em pães de leite mistos e acabou em pratos mais rebuscados. E ainda são alguns quilómetros!
Nas minhas conversas com a J. também acabámos, invariavelmente, por falar de comida: gostos, gastronomias, tradições,... . Penso, aliás, que raro é o dia em que o tema não venha à baila. E foi assim que chegámos às papas de carolo, sobremesa típica das regiões beirãs. Ao visitar a Covilhã, cidade onde a J. termina a sua licenciatura (Muitos Parabéns A. P. ;) :D), não podia deixar passar a oportunidade de experimentar as ditas. Gosto sempre de experimentar algo característico da terra que me acolhe (salvo se uma bela mousse de chocolate se atravessar à minha frente...). Não cometerei nenhum erro se afirmar que as papas de carolo estão para as Beiras como o arroz-doce, a aletria ou o leite-creme estão para diversas zonas do país. No fundo, os ingredientes principais são o leite, o açúcar e o aroma, aliados a outros disponíveis em cada terra. Resultam numa espécie de leite-creme granuloso, doce, cremoso e com textura ao mesmo tempo. Saboroso e diferente. Fiquei com vontade de experimentar em casa. Procurei a receita na net e aventurei-me finalmente no fim-de-semana passado. Só vos digo que é uma receita a repetir mais vezes.



Ingedientes:

1 chávena de carolo (sêmola de milho)
2 1/2 chávenas de água
1 litro de leite
1 chávena de açúcar
1 casca de laranja
sal q. b.
canela para polvilhar


Modo de Preparação:

Lava-se o carolo, colocando-o num recipiente com água fria. Agita-se de modo a trazer ao de cima o farelo. Esta operação é dispensável nos dias que correm pois a sêmola já vem, naturalmente, limpa. Ainda assim, segui a receita original e respeitei este procedimento.
Põe-se uma panela ao lume com água temperada com uma pitada de sal e com a casca da laranja. Quando a água levantar fervura, tira-se a casca da laranja e junta-se o carolo. Envolve-se e deixa-se cozer um pouco. Mexe-se sempre. Quando o preparado se tornar espesso, começa-se a juntar o leite aos poucos, sem parar de mexer. Por fim, junta-se o açúcar. Deixa-se a mistura acabar de cozer, mexendo sempre, até ficar com uma consistência cremosa. Coloca-se em pratos ou travessas e polvilha-se com canela (eu cá optei por chávenas de chá :D).


Notas:

- Achei que o sabor da laranja fica algo dissimulado. Por isso sugiro que usem toda a casca do fruto para acentuar o sabor.
- Este doce é também uma boa sugestão para o pequeno-almoço, devido às propriedades energéticas do milho.
- Usei sêmola de milho da marca "Globo" (o pacote diz mesmo Carolo/Sêmola de Milho).
- É conveniente provarem o doce e ajustarem o açúcar aos gostos pessoais (no meu caso adicionei mais meia chávena mal-cheia).

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Da Suíça com (muito) sabor



Alguns dos meus produtos favoritos têm origem nesse país também famoso pelos relógios e pelo queijo (mas desse falarei noutra ocasião). A foto é sobejamente elucidativa. O Toblerone dispensa apresentações. A outra marca de chocolates é a minha preferida (os bombons de chocolate negro são a coisa mais maravilhosa que comi até hoje). Isso sim é chocolate a sério! As pastilhas são tão boas que como diz no site da marca "you don't need a cough to enjoy Ricola". E os iogurtes... Esta marca é fantástica. O batido é delicioso e o iogurte vai pelo mesmo caminho. Extremamente saborosos e aveludados. A única desvantagem que têm é o preço que sai um pouco fora dos parâmetros normais (nomeadamente nos chocolates Lindt e nos iogurtes Emmi). A qualidade é garantida. E eu prefiro a qualidade à quantidade.

domingo, 20 de abril de 2008

Palmiers

São bastante fáceis de preparar e não têm ciência nenhuma. Mas resultam nuns bolinhos muito agradáveis para acompanhar um café ou um chá.



Ingredientes:

1 embalagem de massa folhada pronta a usar (formato rectângular)
açúcar q. b.
canela em pó q. b.


Modo de preparação:

Desenrolar a massa folhada. Polvilhá-la com açúcar e canela a gosto. Pressionar bem com as mãos ou com o rolo da massa para o açúcar aderir bem. Marcar o meio da massa e enrolar até lá uma das pontas. Depois, fazer o mesmo com a outra parte até ao meio também. Cortar o rolo obtido às fatias da espessura que se desejar. Passar cada fatia por açúcar. Colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal e levar ao forno até dourar, virando a meio da cozedura.


Notas:

-No caso de se usar massa folhada congelada, há que estendê-la com o rolo da massa até ficar bem fina e cortar de forma a obter um rectângulo. Depois é só proceder como descrito.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Capuccino, café latte?

A pedido expresso da Sílvia, vou explicar como preparei a bebida que acompanhou os queques do post abaixo. Como eu tinha referido, vi a receita aqui e fiquei com vontade de experimentar. O resultado agradou-me imenso, mas como quase sempre fiz algumas alterações. Na minha opinião, obtemos uma bebida quente que não é capuccino mas também não é café latte. Que é reconfortante, isso é inquestionável. Aqui vai a receita original:



Ingredentes:

50 gramas de café solúvel
3 chávenas de chá de açúcar
1 1/2 chávenas de chá de água fervente.


Modo de Preparação:

Colocar todos os ingredientes num recipiente e bater com a batedeira durante 10 minutos. Vamos obter uma espécie de creme. Colocar um pouco deste creme sobre uma chávena de leite quente ou sobre um café e polvilhar com canela ou chocolate em pó. O restante guarda-se num recipiente no congelador. A mistura não congela e está sempre pronta a utilizar.


Notas:

- Basicamente as alterações que fiz à receita, foi utilizar 100 gramas de mistura de café e chicória.
-Para preparar a bebida, coloquei numa chávena duas colheres de sopa deste creme e juntei leite quente, mexendo bem. Polvilhei com canela em pó.
-Posteriormente fiz outra experiência que foi a que mais gostei até agora: juntar numa caneca um colher de chá de achocolatado, uma colher de chá de mistura de café e chicória e duas colheres de sopa do creme. Juntei leite quente e polvilhei com canela.

Queques

O que fazer quando em Abril ainda temos pelos armários restos de frutos secos do Natal? Resolvi-me a fazer uns queques que ficaram muito bons, fofos e húmidos. Acompanhados com uma bebida quente que vi aqui e resolvi experimentar, deram-me o conforto necessário para um jogo de futebol num dia frio e chuvoso. A repetir, sem dúvida, porque além de fáceis, rápidos, económicos (a receita rendeu 36 bolinhos, se não estou em erro) e deliciosos, ainda não consegui esgotar os frutos secos. Também gostei imenso da bebida e já fiz umas variações. A que mais me agradou foi conseguida juntado à versão original um colher de chá de achocolatado e outra de café (do marca "ricoré", o qual eu já tinha usado na confecção da "espuma"). Mas, não considero que seja capuccino (parece-me antes uma versão improvisada de café latte). Antes de passarmos à receita propriamente dita, deixo ficar a frase da autoria de Fernando Pessoa que está estampada na minha mais recente compra: "Eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura".



Ingredientes:

4 ovos
2 chávenas de açúçar
2 chávenas de farinha com fermento
1/2 chávena de leite
1/2 chávena de óleo
raspa de uma laranja
Frutos secos a gosto (eu usei alperce em cubos, pinhões e amêndoa palitada)
Açúcar q. b.


Modo de Preparação:

Bater os ovos com o açúcar muito bem. De seguida misturar o óleo, o leite e a raspa da laranja. Por último, agregar a farinha. Colocar forminhas de papel em formas de queques. Para os queques de alperce, enchi as forminhas com um pouco de massa com a ajuda de uma colher de sopa, coloquei os alperces em cubos e voltei a cobrir com mais massa até sensivelmente 3/4 da forma. Nos queques com pinhão e amêndoa, enchi a forma com massa até 3/4 da sua capacidade, coloquei amêndoa palitada e pinhões por cima e polvilhei com açúcar. Leva-se ao forno até cozerem e dourarem.


Notas:

-São muito práticos e rápidos, além de não ser necessário untar formas.
-Os frutos que usei podem ser substituídos por outros que se queira ou goste. Simples também são óptimos. A massa base pode ainda ser aromatizada com raspa de limão ou outro aroma a gosto.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Arroz à minha moda

Eu ADORO arroz! Esta receita, apesar de não ter nada de extraordinário, surgiu-me num dia em que não sabia muito bem o que fazer para o jantar. A partir daí tornou-se prato obrigatório cá em casa porque fica realmente muito saboroso. É um excelente acompanhamento para carnes ou o que se queira (ou prato principal para quem, como eu, gosta de arroz por si só).



Ingredientes:

1 cebola picada
azeite q.b.
1 cenoura média ralada
1/2 chávena de ervilhas
1 chouriça cortada em cubinhos
1 medida de arroz
2 medidas de água
sal e pimenta q. b.


Modo de Preparação:

Num tacho colocar a cebola, a cenoura, as ervilhas, a chouriça e o azeite. Levar ao lume e deixar refogar um pouco. Juntar o arroz e envolver, até ele ficar translúcido e ter absorvido a gordura. Juntar a água. Mexer o arroz e temperar a gosto. Não se volta a mexer. Deixa-se cozinhar em lume brando até a água evaporar. Quando isto acontecer, embrulha-se o tacho (em jornal ou numa manta) e aguarda-se alguns minutos. O arroz vai acabar de cozer com o calor e vai ficar solto.


Notas:

-Quanto melhor a qualidade do enchido, mais saboroso ficará o arroz.
-Geralmente deixo o tacho embrulhado nunca menos de 20 minutos.
-O tempero fica ao critério de cada um. Eu gosto de juntar meio cubo de caldo knorr de legumes.
-Normalmente quando sobra arroz, aqueço-o e junto-lhe ovo mexido.

domingo, 6 de abril de 2008

Bolo chiffon de laranja recheado

Adoro bolos simples: de canela, de chocolate, de noz, de iogurte ou de qualquer outra coisa. Gosto daquele tipo de bolos que se acompanham com chá ou leite morno. Esta receita de bolo estava num velhinho caderno lá em casa. O bolo por si só é muito bom. Só que me apetecia elaborar a receita um pouco mais. E, em vez do bolo simples, saiu uma recriação com recheio e cobertura. Foi experimentado ainda morno por dois gulosos e uma curiosa (eu, que sempre testo em primeiro lugar aquilo que faço). Ficou aprovadíssimo por todos. Devido à pressão para o provar, tive de colocar o glacé com o bolo ainda quente, pelo que a cobertura acabou por se "entranhar" no bolo. Não há problema nenhum nisso, mas desde já aconselho: não façam bolos com gulosos por perto LOL.




Ingredientes:

1 1/2 chávenas de açúcar
6 ovos
1 1/2 chávenas de farinha
3/4 chávena de óleo
1/2 chávena de sumo de laranja
raspa de uma laranja
1 colher de café de sal fino
1 colher de chá de fermento em pó

Nutella para o recheio

Sumo de uma laranja e açúcar em pó q. b. para o glacé


Modo de Preparação:

Bate-se o açúcar com os ovos até se obter uma mistura esbranquiçada. Junta-se o óleo, o sal, o sumo e a raspa da laranja. Envolve-se bem e, por fim, mistura-se a farinha. Vai ao forno em forma redonda sem buraco untada e enfarinhada até cozer. Quando estiver pronto, desenforma-se. Corta-se o bolo ao meio e recheia-se com a nutella. Coloca-se a outra metade e quando o bolo estiver frio cobre-se com o glacé. Para o fazer, basta juntar açúcar em pó ao sumo de uma laranja até obter um creme brilhante e espesso. Deita-se sobre o bolo e decora-se a gosto.


Notas:

-Um truque que uso para cortar bolos em duas partes, é usar um fio de nylon (semelhante ao fio de pesca). Temos de posicionar o fio ao redor do bolo, alinhando no sítio onde queremos que o fio corte o bolo. Depois, é só cruzar as duas pontas do fio e este vai cortar o bolo perfeitamente e sem esforço quase nenhum.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Folhados com doce e fruta

Uma sobremesa fácil e rápida, para quando não se tem muito tempo e apetece comer algo doce. E mais um bom uso que se dá às compotas caseiras.

Estes com compota de maçã e fatias da mesma fruta:


Aqui, com frutos vermelhos e compota de morango:



Ingredientes:

1 placa de massa folhada
compota q. b.
fruta q. b.
1 gema de ovo batida com um pouco de leite


Modo de Preparação:

Estender a massa folhada (eu uso daquela que é só desenrolar e que normalmente se encontra na zona dos frios. Esta massa folhada traz uma folha de papel vegetal que acaba por facilitar a operação e ajuda a não sujar nada). Barrar cada rectângulo de massa folhada com o doce escolhido e por cima colocar a fruta (maçã em gomos no caso dos primeiros e frutos vermelhos congelados no segundo caso). Dobrar as pontas da massa para dentro (como mais gostar) e pincelar com o preparado da gema de ovo. Forrar um tabuleiro com papel vegetal e colocar os folhados, deixando um espaço entre eles. Levar ao forno para a massa dourar e cozer.


Notas:

-Para este tipo de folhados, uso a massa folhada do Lidl (passe a publicidade) porque tem forma rectangular (normalmente nos outros supermercados encontra-se massa folhada preparada para ser utilizada em formas de tartes). Também se pode, obviamente, usar massa folhada congelada mas nesse caso dará um pouquinho mais de trabalho (já que terá de descongelar e ser estendida com o rolo da massa).
-Na linha compota+doce podem-se fazer imensas variações ao gosto de cada um.

Doce ou Compota

Porque para mim é a mesma coisa. Uma boa maneira de aproveitar fruta que esteja a ficar madura ou frutos que não sejam muito bons de sabor (porque um dos meus lemas é não desperdiçar nada). Além de ficarmos com um belo acompanhamento para um chá com torradas, por exemplo, pode servir para complementar receitas como a que postei aqui (e vêm outras a caminho). Vou explicar o procedimento que utilizo para as compotas em geral. Na foto que se segue estão três tipos de doces (o tropical foi um aproveitamento de banana, papaia e abacaxi e resultou num sabor muito agradável).



Ingredientes:

1 kg de fruta descascada e cortada em pedacinhos
800 gramas de açúcar
2 dl de água
1 cálice de Vinho do Porto
2 cascas de limão (só a parte vidrada)
1 pau de canela


Modo de Preparação:

Numa panela colocar a fruta e juntar o açúcar, a água, o vinho do Porto, as cascas do limão e o pau de canela. Envolver bem a fruta no resto dos ingredientes e levar a lume brando até a fruta cozer e ficar "transparente". Nesse ponto, retirar do lume e triturar com a varinha mágica. Levar novamente ao lume, mexendo sempre, até ganhar consistência. Depois é só guardar em frascos esterilizados. Para tal, deve-se mergulhar os frascos e as tampas em água fervente e deixar alguns minutos. Retirar com a ajuda de uma pinça de cozinha (ou outro utensílio do género) e colocar os frascos sobre um pano de cozinha limpo, com a boca para baixo, e deixar secar. Quando a compota estiver pronta, deita-se nos frascos já esterilizados e secos, enchendo bem até às bordas e tampa-se de imediato. Esta operação custa um pouco (porque o doce está a ferver!), mas é fundamental para a sua conservação. Depois de bem fechados, virar os frascos com a tampa para baixo e deixar repousar.


Notas:

-O Vinho do Porto é opcional, embora dê um toque especial ao doce.
-Esta receita adapta-se bem a qualquer tipo de fruta (maçã, ameixa, pêra, pêssego, abacaxi, banana,...). No caso de se usarem frutos com maior teor de água, devemos reduzir a quantidade de água usada na receita.
-O açúcar pode ser ajustado conforme o gosto pessoal (embora seja ele o ingrediente fundamental para a perfeita conservação do doce).
-Há também a possibilidade de se congelar a compota. Basta colocá-la em caixas que possam ir ao frio e quando se quiser utilizar, é só deixar descongelar no frigorífico.
-Pode-se fazer mais quantidade de compota, bastando para isso respeitar as proporções dos ingredientes.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Amadurecidas pelo sol



Adoro-as. Mas não qualquer umas. Estas são biológicas, sem tratamentos nenhuns. Podem nem ser muito bonitas como as dos supermercados que parecem quase enceradas. Mas são as melhores que já comi e continuo, felizmente, a comer. Doces e ácidas quanto baste, a saberem áquilo que realmente são. É talvez dos frutos em que sou mais exigente. Tolero que outros já não tenham o paladar de deviam. Mas as laranjas, ah... Essas, só as que colho directamente da laranjeira fazem as minhas delícias.

domingo, 30 de março de 2008

Torta (aka Rolo)

Nas minhas andanças pelos sites de culinária que visito, descobri uma receita de torta que me agradou. Desde logo porque não é preciso pesar os ingredientes (operação que não me encanta por aí além). Decidi experimentar, com o intuito de juntar o útil ao agradável, e utilizar como recheio uma das compotas que fiz há uns tempos (receita em breve). Não segui a receita tal e qual como a apontei na altura. Mas resultou lindamente. De tal maneira que irei, com toda a certeza, repetir este bolo introduzindo algumas variações.



Ingredientes:

6 ovos
6 colheres de sopa de açúcar amarelo
6 colheres de sopa de farinha com fermento


Modo de Preparação:

Bater os ovos com o açúcar muito bem até a mistura duplicar de volume. Deve ficar um creme fofo. Adicionar a farinha e envolver. Deitar a massa num tabuleiro rectangular, previamente untado e polvilhado. Levar ao forno para cozer e dourar. Quando estiver pronto, desenformar sobre um pano de cozinha polvilhado com açúcar. Espalhar o recheio e enrolar o bolo com a ajuda do pano. Esta operação tem que ser feita com o bolo quente. Colocar num prato de servir e polvilhar com açúcar e canela em pó (opcional).


Notas:

-Usei um tabuleiro número 18 (34 por 25) cujo fundo forrei com papel vegetal que untei com manteiga e polvilhei com farinha.
-Usei açúcar amarelo por opção. A receita original pedia açúcar branco.
-Pode-se fazer a receita maior ou menor, respeitando sempre a proporção de um ovo, uma colher de sopa de açúcar, uma colher de sopa de farinha.
-Utilizei como recheio doce de ameixa. Mas esta receita-base fica bem com outros tipos de compotas ou geleias, cremes variados, chocolate derretido, fruta,... O limite é a imaginação.
-Pode-se cobrir a torta com cobertura a gosto.
-A massa pode ser aromatizada com extracto de baunilha, raspa de citrinos ou canela em pó, por exemplo. E acrescentando umas colheres de chocolate em pó também deve ficar muito bem.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Bolo de Noz com Cobertura

Esta é uma das receitas de bolo de noz que costumo fazer. Tenho uma que se pode chamar de herança familiar e que resulta num bolo muito agradável para ser degustado com um bom chá. A receita que se segue posso dizer que tem uma quota parte de invenção minha. Lembro-me que retirei a receita do bolo deste site. Este pode ser coberto e/ou recheado com o quisermos (com ovos-moles deve ficar muito bom, mas ainda não acertei com eles). Acabei por inventar uma cobertura tirando uma ideia daqui e dali. Foi uma das sobremesas desta Páscoa e fez algum sucesso.



Ingredientes:

-Para o bolo:

6 ovos
250 gramas de açúcar
250 gramas de miolo de noz moído
3 colheres de sopa de pão ralado
1 colher de sopa de fermento em pó

-Para a cobertura:

1 chávena de açúcar amarelo
1 chávena de leite
1 dl de água
2 colheres de sopa de manteiga
1 punhado de nozes grosseiramente picadas


Modo de preparação:

Batem-se as gemas com o açúcar muito bem. Junta-se o miolo de noz e o pão ralado misturado com o fermento e mistura-se bem. Por fim, envolvem-se as claras previamente batidas em castelo. Vai ao forno em forma untada e polvilhada até estar cozido.
Entretanto, faz-se a cobertura. Num tacho, juntam-se todos os ingredientes e leva-se a lume brando até engrossar, mexendo sempre.
Desenforma-se o bolo, coloca-se num prato de servir e rega-se com o molho.


Notas:

-Não se deve deixar cozer muito o bolo para não ficar seco. Para ver se o bolo está cozido, fazer o teste do palito: espetar um palito no bolo e se sair limpo é porque o bolo está cozido. Caso contrário, deixar estar mais uns minutos.
-Pode-se picar a superfície do bolo com um palito para a cobertura entrar na massa.
-Usei uma forma redonda sem buraco, que penso ser a mais indicada.

quarta-feira, 26 de março de 2008

A minha mousse de chocolate

Adoro chocolate! É a minha principal perdição e não consigo passar sem ele. Quanto maior a percentagem de cacau, melhor. A minha marca preferida é a suíça Lindt (passe a publicidade). Como é bom de ver, qualquer sobremesa que seja confeccionada com este ingrediente faz as minhas delícias, mas a mousse de chocolate é a preferida das preferidas. Mousse de chocolate e não mousse de açúcar como vulgarmente encontramos. Gosto de sentir aquele ligeiro travo amargo do chocolate negro. Esta receita surgiu após inúmeras tentativas de encontrar uma mousse ao meu gosto. Perfeita para apreciadores da essência do chocolate como eu. Embora na foto não pareça, fica com uma cor bem escura, como demostra um pouco a segunda foto.




Ingredientes:

1 tablete de 200 gramas de chocolate de culinária
50 gramas de manteiga
6 ovos (claras e gemas separadas)
6 colheres de sopa de açúcar
1 dl de leite
2 colheres de sopa de café


Modo de preparação:

Em banho-maria, derreter o chocolate partido em pedaços com a manteiga. Juntar as gemas e envolver bem. Em seguida, juntar o açúcar, o leite e o café. Mexer até o açúcar derreter.
Entretanto, bater as claras em castelo (juntar uma pitada de sal fino para facilitar esta operação).
Tirar o preparado de chocolate do banho-maria e juntar as claras batidas em castelo, envolvendo delicadamente. Servir fresco.


Notas:

-O açúcar deve ser ajustado no caso de se usar chocolate com percentagem elevada de cacau (do tipo Lindt 70%, por exemplo). A receita está concebida para uma normal tablete de chocolate para culinária;
-O café apenas vai realçar o sabor do chocolate.